




"again my heart sits upon a wall. Now from here where do I go? I can't decide, I do not know..." (Lawrence H Pfaff)
Um beijo, como os que ainda guardo, como os que ainda espero.

Tenho aprendido muita coisa nesses dias e tudo por experiência própria. Ando muito filosófica, estranhamente meus pensamentos andam muito profundos. Às vezes, quando se dirige por horas seguidas, sozinha, você chega a conclusões de coisas que só com o coração já tranqüilo e com a mente confiante são capazes de nos dar. Nas vezes que terminava um relacionamento, sempre passava os dias seguintes em uma amargura, em uma dor. É claro que nunca é fácil abandonarmos ao ar os sonhos e planos que sonhamos com outra pessoa, mas há alternativas para que a inevitável “dor” inflame menos. O começo dela é a maturidade, pois quando comecei a ver que minha vida não dependia somente de um homem que supunha “amar”, que eu tinha meus livros, meu trabalho, minha formação, minha profissão, minhas viagens e principalmente tinha o conteúdo e a beleza (porque a beleza é dada a todos) para encontrar um outro alguém tão ou melhor do que o que acabou, vi que estava tudo bem. Foi a primeira vez que não chorei, que não esperneei, que não passei pensando em ligar ou não ligar. Eu não liguei, eu não mandei e-mail, eu não falei com o melhor amigo, eu apenas segui em frente. Primeiro, porque nenhum amor dever ser mendigado. Segundo, porque todo amor deve ser recíproco. Terceiro, essa pessoa tem que fazer você tremer toda vez que chega perto e se um dia o tremor passar, o amor está passando também. Prometo, da próxima vez, amar alguém mais parecido comigo, quando a adolescência, a imaturidade e o comodismo passam, você não quer mais alguém para ir para cama, alguém para sair na sexta a noite ou só para apresentar aos amigos e a família. Chega uma época, como é a minha agora, que você quer alguém para ser seu companheiro, para ir nos lançamentos do livro e de se orgulhar por estar com você, que faça planos, que queira ter uma menina linda de cabelinhos cacheadinhos que talvez se chame Laura ou Alice ou Mariana, ou que queira sete filhos, ou que ache melhor esperar... Mas isso já não é coisa que importa, porque você, agora, só quer alguém que esteja disposto a estar do seu lado pelo único fato de quem você é para ele e não para os outros. De alguém que te ame não porque você escreva poemas ou seja atendente da padaria, mas porque você é a coisa que ele tenha mais desejo de abraçar. Eu sinto falta desse alguém que ainda não conheci e nem sei quando vou conhecer. Que descubra quem eu sou, antes do que eu faça ou do que eu tenha.
O dia foi bom. Mas deixo outra pessoa falar por mim:Quando comecei a escrever não imaginava tudo isso que está acontecendo agora. Esse sucesso repentino, de receber convites para isso, para aquilo, para fazer abertura de eventos, escrever para tal editorial. Nós três últimos meses minha vida virou de pernas para o ar: eu não paro! Escrevendo duas colunas para dois jornais distintos, dando aula nas oficinas de poesia e literatura, concluindo a abertura do livro do meu grande amigo Luiz, ontem convidada pelo Rafaelo para escrever para a revista literária “CLAP”. Mas a maior satisfação não são os trabalhos que surgiram pelo fato de escrever, muito menos a questão financeira, mas sim, o retorno que recebo dos meus leitores. Quando comparam minhas escrita inúmeras vezes com Clarice Lispector, Cecília Meirelles, Lya Luft, será que é possível imaginar minha cara de espanto e de felicidade? Hoje, o motivo de escrever sobre isso, foi quando ontem Virginia me disse que estava lendo uns texto/poemas na internet e pensou estar lendo Drumonnd e no final viu meu nome como autora, e hoje quando Luiz me comparou com Tagore. Imagine o impacto. Para mim, que só escrevia para mim, para por para fora. Quando poderia imaginar ter leitores, ter fãs, receber presentes tão carinhosos de pessoas que me lêem? Quero agradecer a todos que têm levado os meus poemas para os amigos, para os sarais. Outro dia recebi um e-mail pedindo para usar meu poema em um trabalho de conclusão da faculdade de Literatura, sobre a nova geração literária. Não é para ficar orgulhosa? Eu que não sei nada, eu que só coloco para fora os sentimentos que me vibram lá dentro... Mas agradeço a Deus por ele ter me guiado, por ter aperfeiçoado o dom que me deu... Ano que vem muitas surpresas para meus leitores... e estarei, sempre que possível, dando um abraço real e carinhoso quando puder encontrá-los por ai. Agradeço a vocês que são o motivo da Cáh Morandi seguir o caminho que está seguindo...
um beijo, e Tagore:
"Então as tuas palavras voarão
Em canções de cada ninho dos meus pássaros,
E as tuas melodias brotarão
Em flores por todos os recantos da minha floresta."
(Rabindranath Tagore)

Porque a sensação pós sexo é tão boa? Um alívio, uma leveza. Será que é a resposta ao prazer cumprido? Da paixão/amor realizado? De fazer verter o gozo de dentro do corpo? Aliás, será que o gozo é o prazer em forma de matéria? Apesar das dúvidas, o sexo é bom. Porque depende da paixão, do tesão, da vontade. Fica melhor ainda quando o desejo é antigo, e fica ali caladinho, se remoendo até ser cometido.
Ai, ai, ai, ai... estou l-e-v-í-s-s-i-m-a!
(sim, em vermelho, porque vermelho é bom...)
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"A gente se apertou um conta o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro. Tão simples, tão clássico. A gente se afastou um pouco, só para ver melhor como eram bonitos nossos corpos nus (...) estendidos um ao lado do outro, iluminados pela fodforescência das ondas do mar. Plâncton, ele disse, é um bicho que brilha quando faz amor. E brilhamos."
(Caio Fernando Abreu)

