sábado, 25 de outubro de 2008

25 de outubro




Peguei o Val sexta-feira de meio dia, desde então não paramos de passear. Acho que ele não agüenta mais ver mar, já o levei em todas as praias da região. Já que ele disse que em São Paulo não tem camarão, estou fazendo ele comer camarão de tudo quanto é maneira. Ontem comemos pizza de camarão, hoje almoçamos risoto de camarão com queijos. Estou exausta! Caminhamos na praia no início da tarde e depois fizemos um verdadeiro “rally” para chegarmos em algumas praias desertas e num mirante. Definitivamente, sou boa no volante... hahaha! Do jeito que subi e desci morro de pedra e areia, enfrento qualquer estrada. Estou com os braços acabados! Mas a companhia valeu a pena. É bom ter amigos como o Val, agora ele foi para a ocktober encontrar alguns amigos e eu fiquei devorando um livro de investimentos. Sim, investimentos. Alguns dias para terminar a faculdade e o que não falta é trabalho. No mais, está tudo na mesma. E eu sinto uma saudade d-a-n-a-d-a.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

24 de outubro

Primeira e última hora do dia e super rápido na frente do computador. Ainda não parei e o dia está longe de terminar. Correria.

Sorry, kisses.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

23 de outubro

(1)
Está chovendo muito, um friozinho leve, uma noite tão gostosa acontece. Eu sinto tanta falta de ter alguém.
......
(2)
Acordei cedinho, fui caminhar no calçadão, e apesar do tempo nublado o mar estava bonito de se ver. Tinha mais gente do que o normal caminhando hoje pela manhã também. Cheguei em casa tomei um banho, coloquei um vestido, quase bati o carro, mas cheguei a tempo da depilação. Chegando lá: cadê a minha depiladora? Estava caída de gripe e não vinha há três dias. Mas daí veio a parte mais chata, era um homem que estava fazendo a depilação nesses dias de ausência da Claudinha. Bom, e entre depilar com um homem (estranho) e não me depilar, entrei e tirei logo a roupa. Tadinho, ele também deve se sentir um pouco envergonhado, mas trabalho é trabalho. Mas a situação foi um pouco chata, apesar de que eu não sou muito metida a não me toques e frescurinhas, e o cara estava ali para trabalhar. Vou almoçar com a Adriana, e depois volto para a manicure e hidratação. Amanhã tenho que pegar meu amigo Val no aeroporto, aproveitou que vinha para ockoter fest e virá me dar um “xero”. Então tenho que ficar “bonitinha”, já que amanhã também vai rolar uma baladinha com os meninos.

Depois eu volto.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

22 de outubro

Não saber das tuas coisas me deixa um pouco mais triste. Não tenho mais tua euforia de quando chegavas com as novidades; embora que sempre colocavas “a carroça na frente dos bois” e fazia as coisas serem mais grandiosas do que talvez realmente fossem. Tu eras esperançoso. O homem mais esperançoso que conheci, e essa excessa esperança fizeram de ti um tanto precipitado. Mas não menor, mas não menos confiante. Embora que teus planos fossem diferentes dos meus, queria poder ainda ouvi-los, e ter pelo menos a possibilidade de imaginar que eu estivesse dentro de alguns deles. Porque eu sou a pessoa mais imaginária que você poderia conhecer. E a mais carente também. Não de caricias, não de qualquer outra coisa física. Eu sou carente de escutar. Principalmente as coisas que são tuas e que um dia foram nossas. Escutar teus passos vindo para o quarto na noite escura, escutar teu coração bater nas minhas costas, escutar teu ronronar enquanto dorme, escutar o som que meu corpo só faz com o teu, escutar tu fazendo o café da manhã, escutar o barulho do chuveiro enquanto tomavas banho, escutar você digitando enquanto eu assistia filme no sofá, escutar você pedindo pizza, dizendo o quanto eu era chata, dizendo o quanto você me amava. Minha carência vem de qualquer coisa que soa vir de ti. E eu não digo, e eu não peço. Eu que ainda te amo.
.
.
....
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"Um inferno tem mais
realidade que o paraíso.
Voltar atrás é impossível
a quem se prende
na fugacidade das tarefas.
Ir adiante é impossível,
sem a comoção que conturbe
e desagrade a continuidade das horas.
..
Por que a culpa do que não foi vivido
é maior do que a culpa do que aconteceu?
..
O que é imortal não tem passado."
.
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(Fabricio Carpinejar, in: Como no Céu. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2005. p. 16.)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

21 de outubro


Eu me apaixonei por um menino com um livro. Um menino que lia uma crônica ou poesia, eu já nem sabia, porque não me importava o significado das palavras, e sim a voz que me invadia. Ah, se você imaginasse o quanto eu queria estar bem perto, tão perto a ponto de sentir o sabor das palavras que saiam de tua boca. Eu queria estar na tua boca, por dentro da tua roupa, queria ser a poesia que você lia, queria ser o corpo que iria te abraçar depois quando nenhuma luz restasse. Queria ser o silêncio, o gemido, o sussurro depois que as letras deixassem de ter sentido. Queria que você me suasse até escorrer as gotas pelas voltas do umbigo, até as mãos ficarem marcadas na minha cintura. Como eu queria que você tivesse um pouco da loucura para que me cometesse, para que tomasse a madrugada toda até o fim da manhã de um outro dia qualquer que fosse. Quem sabe a vida toda, não... a vontade que tenho até para a eternidade é pouca. Ele é só um menino de 30 e poucos, com um livro, lendo uma crônica qualquer. Um menino que lia poesia, enquanto eu o desejava, enquanto eu esperava que ele lesse meus sinais.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

21 de outubro

o dia foi tão bom, tão proveitoso, que não sobrou tempo...



um beijo, agora preciso sonhar de olhos fechados, porque de olhos abertos já sonhei o dia todo.

domingo, 19 de outubro de 2008

19 de outubro


É ruim sentir falta, não é mesmo? Sentir falta de alguém que a gente não voltará a ter. Falta de alguém que a gente nem teve ainda. Falta de uma comida que a gente goste muito, mas que só tem num bristô na rua Brighton Beach, no Brooklyn, em New York. Falta da neve que caia no dia 07 de dezembro, de um ano que parecia não nos importar. Falta de um sol de 09 de dezembro, em pleno calor de quase verão brasileiro e se fazia planos de estarmos juntos com aquele alguém a vida inteira. Falta de esperar o shopping abrir, para andarmos voltas sem que eu gostasse ou levasse coisa alguma. Falta da expressão que o outro fazia, não de irritação, mas de saber que tinha me escolhido justamente por ser assim.
Os planos é que acabam com tudo, porque estão incluídos com todas as coisas que perdemos quando um amor se vai. Assim a dor se torna maior, a perda se torna maior, as noites teimam em ser mais longas. Devíamos viver sem perspectivas para o futuro, sem imaginar demais, sem planejar demais e assim, quem sabe, viveríamos com mais intensidade os momentos que nos são permitidos. E as lembranças, no fim, ficariam mais vibrantes, mais detalhadas. Sinto falta também justamente disso: de não conseguir arquivar as memórias com todos os detalhes. Memória devia guardar não somente “male mal” a imagem, mas também o odor, o gosto, o tato, o vento, o peso. Lembrança devia ser coisa mais viva, mais real. E se fosse, eu juro, que eu me tornaria uma cega por opção. Eu ia deitar em uma rede, de frente para o mar inteiro, fechar meus olhos e viver dali pra frente só das coisas que vivi, de todas as lembranças que todo dia lembro para nem pensar em esquecer.

"again my heart sits upon a wall. Now from here where do I go? I can't decide, I do not know..." (Lawrence H Pfaff)

Um beijo, como os que ainda guardo, como os que ainda espero.