quinta-feira, 25 de setembro de 2008

25 de setembro

Penso tanto no que escrever, mas nem sempre as palavras me parecem fáceis de ser encontradas. Quando Deus criou todas as coisas, devia ter dado nomes as coisas que não tinham nome. Tinha que ter dado forma as coisas invisíveis. Tinha que ter nos dado olhos que nos olhem para dentro e que depois olhassem para dentro de todas as outras pessoas. Deus devia ter feito o amor como uma peçinha que a gente encaixasse e desencaixasse do coração a hora que bem entendesse. E devia deixar o mar sempre azul, algumas verdes e sempre transparente para mergulhar. Devia também deixar a gente escolher as lembranças para lembrar, os sonhos na hora de dormir. Não devia ter roubo, porque daí eu queria abrir o teto do quarto de vez em quando e ter estrelas de verdade até que o sono chegasse. Ah, e nunca, em hipótese nenhuma, podíamos ter insônia, cólicas ou qualquer coisas que nos fizesse menos inteiros. Melhor não discutir, Ele deve saber o que fez, porque que fez e inclusive deve ter nos deixado essas desconfianças e percepções por algum motivo.

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