Eu me apaixonei por um menino com um livro. Um menino que lia uma crônica ou poesia, eu já nem sabia, porque não me importava o significado das palavras, e sim a voz que me invadia. Ah, se você imaginasse o quanto eu queria estar bem perto, tão perto a ponto de sentir o sabor das palavras que saiam de tua boca. Eu queria estar na tua boca, por dentro da tua roupa, queria ser a poesia que você lia, queria ser o corpo que iria te abraçar depois quando nenhuma luz restasse. Queria ser o silêncio, o gemido, o sussurro depois que as letras deixassem de ter sentido. Queria que você me suasse até escorrer as gotas pelas voltas do umbigo, até as mãos ficarem marcadas na minha cintura. Como eu queria que você tivesse um pouco da loucura para que me cometesse, para que tomasse a madrugada toda até o fim da manhã de um outro dia qualquer que fosse. Quem sabe a vida toda, não... a vontade que tenho até para a eternidade é pouca. Ele é só um menino de 30 e poucos, com um livro, lendo uma crônica qualquer. Um menino que lia poesia, enquanto eu o desejava, enquanto eu esperava que ele lesse meus sinais.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
21 de outubro
Eu me apaixonei por um menino com um livro. Um menino que lia uma crônica ou poesia, eu já nem sabia, porque não me importava o significado das palavras, e sim a voz que me invadia. Ah, se você imaginasse o quanto eu queria estar bem perto, tão perto a ponto de sentir o sabor das palavras que saiam de tua boca. Eu queria estar na tua boca, por dentro da tua roupa, queria ser a poesia que você lia, queria ser o corpo que iria te abraçar depois quando nenhuma luz restasse. Queria ser o silêncio, o gemido, o sussurro depois que as letras deixassem de ter sentido. Queria que você me suasse até escorrer as gotas pelas voltas do umbigo, até as mãos ficarem marcadas na minha cintura. Como eu queria que você tivesse um pouco da loucura para que me cometesse, para que tomasse a madrugada toda até o fim da manhã de um outro dia qualquer que fosse. Quem sabe a vida toda, não... a vontade que tenho até para a eternidade é pouca. Ele é só um menino de 30 e poucos, com um livro, lendo uma crônica qualquer. Um menino que lia poesia, enquanto eu o desejava, enquanto eu esperava que ele lesse meus sinais.
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