quinta-feira, 21 de agosto de 2008

21 de agosto - Uma oração

Agradeço o dom que Deus deu ao meu coração de ele se apaixonar quando forças já não há. Agradeço a Deus por nunca me deixar sozinha, por nunca me deixar sofrer em demasia, por sempre colocar alguém na minha vida para que nunca sobre nenhum espaço. Agradeço a Deus por ele ter piedade dos meus pecados, dos meus amores insanos. Agradeço Deus porque tens mais fé em mim do que eu em ti. Porque tu sempre me destes uma esperança, porque tu sempre me destes uma escolha, e outra escolha ainda se eu escolhesse errado. Obrigada por ainda não ter desistido e por estar me mostrando todas as coisas boas que estão para vir. Me perdoe porque não tenho mais orado, porque não tenho mais te procurado, e por sempre teres permanecido comigo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

20 de agosto


Não é o tempo que nos muda, não são as opiniões, os noticiários, as aprendizados, não são os dias no calendário, nem as livros na cabeceira da cama, não são os sermões pregados, os poemas versados, uma essência interior. O que nos muda, transmuta e nos faz às vezes mais, às vezes menos humanos, é o amor. Nenhuma outra coisa que transita pode nos dar olhos de sóis. Nenhuma outra coisa nos dispara o coração antes de qualquer pensamento. Nenhuma outra coisa nos tira o ar e nos deixa ainda mais vivos. Nenhuma outra coisa nos leva a um maior aprendizado seja em tempos de delicadeza ou de dor. Não há nada como o amor, nada que possa ser comparado exato e precisamente. Geralmente é assim com as coisas que se sente.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Preciso dizer mais alguma coisa?

"Todas essas coisas de que falo agora - as particularidades dos dragões, a banalidade das pessoas como eu -, só descobri depois. Aos poucos, na ausência dele, enquanto tentava compreendê-lo. Cada vez menos para que minha compreensão fosse sedutora a ponto de convencê-lo a voltar, e cada vez mais para que essa compreensão ajudasse a mim mesmo a. Não sei dizer. Quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer ou nos tornar quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo."

(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Eu preciso muito muito de você, eu quero muito muito você aqui de vez em quando, nem que seja muito de vez em quando, você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor, você não precisa trazer nada, só você mesmo, você nem precisa dizer alguma coisa no telefone, basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio, juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você."

(Caio Fernando Abreu)

domingo, 17 de agosto de 2008

17 de agosto

Eu poderia ter gostado de um homem da minha idade, alto, moreno e olhos claros, que mora quase do meu lado e que me trata muito bem. Ou poderia ser aquele cara que me ama, que diz que sou uma princesa, que lê todas as minhas poesias e que me levaria a qualquer lugar do mundo... Mas vai saber porque o coração da gente não obedece, que é justamente quem não deve que ele decide gostar. É logo por quem não te ama (nem nunca vai te amar), que nem te olha, que te ignora e que mora longe... A gente vive amando a pessoa errada, na hora mais errada ainda, mas não quer desistir de acreditar de que poderia ter dado certo... Dizem que sou louca por amar alguém assim tão oposto de mim, mas vai dizer isso ao meu coração! Vai me pedir para esquecer aqueles beijos todos, do contorno de seu rosto, das poesias que ele me fazia escrever pela manhã. Como esquecer aquele peito onde eu deitava, daqueles braços em que eu me esquentava... da face, do gosto, do perfume, do desenho do corpo do homem que eu amei?


junho/2007

Cáh se sentindo assim...

"Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir ,que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem"

("Ggaropaba mon amour", Pedras de Calcutá)
Caio Fernando Abreu