
É estranho o que sinto por ti, tão estranho e tão bonito, tão estranho e tão doce. Desde que o acaso nos cruzou, assim, como as coisas mais impossíveis que acontecem, ou outros que chamariam isso de milagre. No momento não abalou nada, não estremeceu, não explodiu coisa alguma. Você foi caindo assim, como uma pena que brinca no ar, de um lado para o outro, até pousar leve e suave no lado bom de meu coração. Eu não suspeitava que aquela peninha, tão levinha e tímida pudesse fazer com o improvável acontecesse. É diferente das coisas que já vivi, é ao contrário de toda ansiedade que tenho e tive quando apenas supunha a possibilidade de encontrar alguém. Com você está tudo ao avesso, eu não estou com pressa, eu não estou roendo as unhas. Cada pouquinho que recebo de ti degusto com todo cuidado e aproveito que posso, é que você quer que eu te conheça aos detalhes. É algo impossível, qualquer um que me conhece diria, mas eu não penso em você de todas as formas, não penso em te beijar, não penso em dormir contigo, porque tudo, quando acontecer, vai ser tão perto do perfeito, e eu sei e nem desconfio de que poderia ser ao contrário. Sempre que penso em você (e tenho pensado muito), penso em você sorrindo, penso em você dando a mão para mim, penso em um caminho branco, iluminadíssimo, onde pisamos em milhares de estrelas, e que eu não sei aonde vai dar, não sei que fim que vai ter. Mas quando penso em você, penso só em coisas bonitas, em coisas que tem ar de paz, em coisas que me fazem tão leve, tão feminina, tão sensível. Eu não quero perder o que você me faz ser, o que você me faz querer ser. Eu não quero perder meus bons pensamentos e nem a chance de sonhar de novo com algo tão bom. Eu gosto de você pela beleza que você me faz ver mesmo de olhos fechados.