A minha vontade era te ligar, te escrever um poema de todo tamanho, encher tua caixa postal, te mandar um postal ou uma fotografia ou um livro sobre você, fazer uma serenata, te avisar para me pegar no aeroporto. Eu queria arranjar um jeito de chegar mais perto, de estar mais junto, te grudar um beijo tão tão tão grande e bom que durasse o tempo da ligação, cada letra do poema, cada mensagem deixada, toda a demora de chegar os postais, o som de todas as músicas, mas nunca mais sair de perto de você. Mas tu sabes, eu não vou fazê-lo, tu sabes que não quero te pesar em nada. Tu sabes que vou permanecer quieta, guardando todas as coisas que eu queria te dar, ou te contar durante um café da manhã. Precisava urgente escrever para acalmar toda essas vontades que me dão a toda hora, para não cometê-las, para mantê-las. Melhor que elas me consumam e me matem devagarzinho do que eu chegar com esse mundo todo e te assustar.
sábado, 30 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
29 de agosto
A vida era mesmo essa falta que tínhamos um do outro, essa ausência que disfarçávamos em raros recados amorosos, mas não compreendíamos ou na verdade não sabíamos lidar com a espera. Aconteceu que começamos a encher essas faltas com outros abraços, com outros beijos, outros nomes foram surgindo até que toda falta foi preenchida. E depois até a presença que tínhamos foi diminuindo, pois essas “novas outras pessoas” foram começando a tomar conta de tudo. Até o dia que parei de te enviar cartas, e-mails, esquecendo de te retornar ligações. Acho que o que eu queria mesmo era não insistir, porque eu não sabia onde você estava ou para onde tinha começado a ir e me esquecer, e de repente a tua presença foi parecendo desnecessária e tua ausência pouco sentida, pouco notada.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
28 de agosto
Tenho recebido algumas boas surpresas nesses últimos dias. Acho que em resposta a tudo que tenho feito e a tudo que tenho pedido a Deus. E esse medinho sacana de ficar sozinha está desaparecendo assim, tão de repente e tão doce que parece que nunca o senti. Nessa fase em que estou em nível de decisão do que fazer da minha vida, tudo tenho medido ponderadamente, algumas decisões tomei ontem a noite enquanto tentava dormir e chorava. Inevitável a dor. Inevitável deixar alguém ou algumas coisas para trás. Inevitável nos topar com outro alguém ou outras coisas logo ali na frente.
O que é certo, é que nada é tão definitivo, claro que tudo o que decidirmos nos levam a um caminho. Como dizia Bach: “Sou o resultado de todas as decisões que tomei até agora.”. Por isso, preciso pensar... pensar... pensar... daqui uns anos espero me lembrar desses momentos “ferrados” de hoje, e rir muito e me encontrar como uma mulher satisfeita por ter feito boas decisões.
O que dói entre escolher “isso ou aquilo” são todos os planos que cometemos, todos os sonhos sonhados sozinho e juntos. E será que um dia não muito distante (assim espero), vou poder começar a sonhar tudo isso de novo: meus filhos, meu apartamento com vista para o mar ou para Lagoa, ou de frente para um parque tão verde que arde os olhos em Porto Alegre? Será que vou poder pintar uma poesia na parede do meu quarto, será que vou ter alguém para me ler poesias no fim da tarde de domingo? Alguém para fazer amor quando a chuva começar a fazer desenhos na janela? Alguém para caminhar junto comigo? Para ser o super pai herói dos meus cinco filhos? Alguém que vai me abraçar e puxar tão junto, que nem o ar vai poder conseguir nos distanciar?
O que vejo é isso, que posso tomar todas as decisões que me parecerem adequadas, mas que Carine Morandi não é nada sem alguém que a faça sentir amada e que possa partilhar com ela pequenos momentos de felicidade e de delicadeza. Um dia terei sorte, penso eu, de ter alguém para me surpreender a cada dia, e que me diga 500 vezes por dia: “eu te amo”. Sorte aos meus leitores, porque daí com certeza não irão faltar poesias, nem livros... Um dia, meus queridos... um dia!
O que é certo, é que nada é tão definitivo, claro que tudo o que decidirmos nos levam a um caminho. Como dizia Bach: “Sou o resultado de todas as decisões que tomei até agora.”. Por isso, preciso pensar... pensar... pensar... daqui uns anos espero me lembrar desses momentos “ferrados” de hoje, e rir muito e me encontrar como uma mulher satisfeita por ter feito boas decisões.
O que dói entre escolher “isso ou aquilo” são todos os planos que cometemos, todos os sonhos sonhados sozinho e juntos. E será que um dia não muito distante (assim espero), vou poder começar a sonhar tudo isso de novo: meus filhos, meu apartamento com vista para o mar ou para Lagoa, ou de frente para um parque tão verde que arde os olhos em Porto Alegre? Será que vou poder pintar uma poesia na parede do meu quarto, será que vou ter alguém para me ler poesias no fim da tarde de domingo? Alguém para fazer amor quando a chuva começar a fazer desenhos na janela? Alguém para caminhar junto comigo? Para ser o super pai herói dos meus cinco filhos? Alguém que vai me abraçar e puxar tão junto, que nem o ar vai poder conseguir nos distanciar?
O que vejo é isso, que posso tomar todas as decisões que me parecerem adequadas, mas que Carine Morandi não é nada sem alguém que a faça sentir amada e que possa partilhar com ela pequenos momentos de felicidade e de delicadeza. Um dia terei sorte, penso eu, de ter alguém para me surpreender a cada dia, e que me diga 500 vezes por dia: “eu te amo”. Sorte aos meus leitores, porque daí com certeza não irão faltar poesias, nem livros... Um dia, meus queridos... um dia!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
27 de agosto

... toda a vida atrás das palpebras, tudo morando sob os cílios que se fecham docementemente atrás de alguma lembrança. Estou extremamente saudosa. Peguei o livro de E.E Cummings, fazia tempo que não lia um dos poetas que foi essencial na minha vida quando... quando o tempo passava tão rápido por estar sendo tão bom... Traduzi um que me fez uma auto leitura íncrivel, que era tudo que eu desejaria e poderia dizer a esse dia frio e ensolarado de agosto:
"Pode não ser sempre assim; e eu digo
que se os seus lábios, que amei, tocarem
os de outra, e os seus ternos fortes dedos aprisionarem
o seu coração, como o meu não há muito tempo;
se no rosto de outra o seu doce cabelo repousar
naquele silêncio que conheço, ou naquelas
grandes contorcidas palavras que, dizendo muito,
permanecem desamparadas diante do espírito ausente;
se assim for, eu digo, se assim for--
você do meu coração, me mande um recado;
para que possa ir até ela, e tomar as suas mãos,
dizendo: Aceita toda a felicidade de mim.
E então voltarei o rosto, e ouvirei um pássaro
cantar terrivelmente longe nas terras perdidas."
terça-feira, 26 de agosto de 2008
26 de agosto
... às 23:49, então ainda é 26 de agosto! E não discuto!
Dois dias de cama, estou péssima. Descansar demais me estraga, definitivamente. Odeio ficar doente e comer comida sem sal, e não aproveitar o sal e sol da vida. Ah, a vida deve estar me limpando... algo bom tem acontecido. Inesperadamente. Dessa vez não vou omitir, não vou deixar passar. Estou com 21 anos, e cara, não tenho muito tempo para perder, tenho muita coisa que desejo fazer nessa vida... E espero que dê tempo. Ao que me acontece, só minha fase Caio para me definir:
"deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado..."
(Caio Fernando Abreu - Para uma Avenca Partindo)
.....
E um beijo para ti,
e um beijo para a vida que é genorosa...
Dois dias de cama, estou péssima. Descansar demais me estraga, definitivamente. Odeio ficar doente e comer comida sem sal, e não aproveitar o sal e sol da vida. Ah, a vida deve estar me limpando... algo bom tem acontecido. Inesperadamente. Dessa vez não vou omitir, não vou deixar passar. Estou com 21 anos, e cara, não tenho muito tempo para perder, tenho muita coisa que desejo fazer nessa vida... E espero que dê tempo. Ao que me acontece, só minha fase Caio para me definir:
"deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado..."
(Caio Fernando Abreu - Para uma Avenca Partindo)
.....
E um beijo para ti,
e um beijo para a vida que é genorosa...
domingo, 24 de agosto de 2008
24 de agosto
Ahh...
Acho que não tem preço para o ego de uma mulher se sentir desejada.
Nada a acrescentar ou descontar a esse fim de semana... inteira!
Acho que não tem preço para o ego de uma mulher se sentir desejada.
Nada a acrescentar ou descontar a esse fim de semana... inteira!
Assinar:
Comentários (Atom)

