Quando comecei a escrever não imaginava tudo isso que está acontecendo agora. Esse sucesso repentino, de receber convites para isso, para aquilo, para fazer abertura de eventos, escrever para tal editorial. Nós três últimos meses minha vida virou de pernas para o ar: eu não paro! Escrevendo duas colunas para dois jornais distintos, dando aula nas oficinas de poesia e literatura, concluindo a abertura do livro do meu grande amigo Luiz, ontem convidada pelo Rafaelo para escrever para a revista literária “CLAP”. Mas a maior satisfação não são os trabalhos que surgiram pelo fato de escrever, muito menos a questão financeira, mas sim, o retorno que recebo dos meus leitores. Quando comparam minhas escrita inúmeras vezes com Clarice Lispector, Cecília Meirelles, Lya Luft, será que é possível imaginar minha cara de espanto e de felicidade? Hoje, o motivo de escrever sobre isso, foi quando ontem Virginia me disse que estava lendo uns texto/poemas na internet e pensou estar lendo Drumonnd e no final viu meu nome como autora, e hoje quando Luiz me comparou com Tagore. Imagine o impacto. Para mim, que só escrevia para mim, para por para fora. Quando poderia imaginar ter leitores, ter fãs, receber presentes tão carinhosos de pessoas que me lêem? Quero agradecer a todos que têm levado os meus poemas para os amigos, para os sarais. Outro dia recebi um e-mail pedindo para usar meu poema em um trabalho de conclusão da faculdade de Literatura, sobre a nova geração literária. Não é para ficar orgulhosa? Eu que não sei nada, eu que só coloco para fora os sentimentos que me vibram lá dentro... Mas agradeço a Deus por ele ter me guiado, por ter aperfeiçoado o dom que me deu... Ano que vem muitas surpresas para meus leitores... e estarei, sempre que possível, dando um abraço real e carinhoso quando puder encontrá-los por ai. Agradeço a vocês que são o motivo da Cáh Morandi seguir o caminho que está seguindo...
um beijo, e Tagore:
"Então as tuas palavras voarão
Em canções de cada ninho dos meus pássaros,
E as tuas melodias brotarão
Em flores por todos os recantos da minha floresta."
(Rabindranath Tagore)

