sábado, 18 de outubro de 2008

18 de outubro

Nunca sabemos o caminho antes de começar a andar. E era isso que eu não entendia, do futuro que não vinha, das expectativas que falhavam, do que eu esperava e não se cumpria. Só entendi muito tempo depois, que estava ainda parada, sentada num banco de mesmice, de comodismo. Agora tudo tem aparecido, o meu caminho é bonito, o meu caminho é de esperança, de arco-íris, com gosto de fruta recém colhida. Engana-se quem não acredita que a vida que se tem, é a vida que se escolhe. Mas tudo exige movimento, envolvimento e confiança. E o amor é a recompensa de quem nunca se cansa.


Tem coisas mais importantes que descanso.

Tem coisas mais afortunadas que o trabalho.

Mas tem coisas que não dependem dos olhos, e sim da vontade de ver.

...

"Do corpo de meu amor
exala um cheiro bem forte.
Será a primavera nascendo?"

Cacaso, in: estações.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

17 de outubro

O problema é que depois do beijo roubado a gente não sabe quais palavras virão. Embora dias antes tenhamos decorado tudo o que dizer, como reagir, como não esquecer de guardar cada detalhe.

Mas o beijo acontece, tudo desaparece, e a gente só quer o próximo beijo, o próximo beijo, o próximo beijo...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

16 de outubro

Algumas situações me incomodam, não pelo fato delas existirem, mas sim por mim não ter controle sobre elas. Estive ignorando o fato nos últimos dias, mas é que se tornou impossível continuar a me fazer tonta ou inocente. O cara é um gato, inteligentíssimo, sensível, tem um relacionamento que está terminando (segundo ele), mas tudo bem, porque eu não vi em nenhum momento alguma outra expectativa que não fosse amizade e troca de informações sobre nosso trabalho. Mas porque será que ele está se topando comigo por “acaso” nos barzinhos de MPB e sarais que tenho ido? Porque será que arranja qualquer coisa para me chamar no msn? E as ligações, de boa noite, de bom dia... e hoje na hora do almoço para não dizer nada... qualquer desculpa boba para me falar... E eu não sei dizer não, porque ele é o tipo exato de companhia, de conversa, e poxa, me deixa com tesão só de olhar, só de estar perto, só entre uma palavra e outra quando dividimos um café. E agora seu moço, o que a gente faz? Porque a gente se deixa permitir o desejo um pelo outro?

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"Ver você, ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
E pensar
Você aparecer
Pela janela tão bonito de manhã
Vem pra mim e não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça
Por tudo que for..."


(Por tudo que for - Lobão)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

15 de outubro


Bom, hoje não estou com tempo para escrever. Aproveitei esses minutos para não deixar o dia passar em branco aqui no blog. A vida tem sido muito generosa comigo, e devo ser grata a Deus por isso. Hoje reconheci valores que só agora me toquei de como havia perdido e deixado para trás: a família. Por isso não tenho tempo aqui, porque estamos reunidos: meus pais, meus avós e meus tios. Sim, milagrosamente em um quarta-feira a noite. E não há outra palavra que não seja milagre. E não há outra forma de agradecer senã orar a Deus e dizer obrigado, porque meus maiores tesouros estão ali, na varanda da minha casa, sorrindo e conversando.


Vou lá, eles me esperam!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

14 de outubro

Tenho aprendido muita coisa nesses dias e tudo por experiência própria. Ando muito filosófica, estranhamente meus pensamentos andam muito profundos. Às vezes, quando se dirige por horas seguidas, sozinha, você chega a conclusões de coisas que só com o coração já tranqüilo e com a mente confiante são capazes de nos dar. Nas vezes que terminava um relacionamento, sempre passava os dias seguintes em uma amargura, em uma dor. É claro que nunca é fácil abandonarmos ao ar os sonhos e planos que sonhamos com outra pessoa, mas há alternativas para que a inevitável “dor” inflame menos. O começo dela é a maturidade, pois quando comecei a ver que minha vida não dependia somente de um homem que supunha “amar”, que eu tinha meus livros, meu trabalho, minha formação, minha profissão, minhas viagens e principalmente tinha o conteúdo e a beleza (porque a beleza é dada a todos) para encontrar um outro alguém tão ou melhor do que o que acabou, vi que estava tudo bem. Foi a primeira vez que não chorei, que não esperneei, que não passei pensando em ligar ou não ligar. Eu não liguei, eu não mandei e-mail, eu não falei com o melhor amigo, eu apenas segui em frente. Primeiro, porque nenhum amor dever ser mendigado. Segundo, porque todo amor deve ser recíproco. Terceiro, essa pessoa tem que fazer você tremer toda vez que chega perto e se um dia o tremor passar, o amor está passando também. Prometo, da próxima vez, amar alguém mais parecido comigo, quando a adolescência, a imaturidade e o comodismo passam, você não quer mais alguém para ir para cama, alguém para sair na sexta a noite ou só para apresentar aos amigos e a família. Chega uma época, como é a minha agora, que você quer alguém para ser seu companheiro, para ir nos lançamentos do livro e de se orgulhar por estar com você, que faça planos, que queira ter uma menina linda de cabelinhos cacheadinhos que talvez se chame Laura ou Alice ou Mariana, ou que queira sete filhos, ou que ache melhor esperar... Mas isso já não é coisa que importa, porque você, agora, só quer alguém que esteja disposto a estar do seu lado pelo único fato de quem você é para ele e não para os outros. De alguém que te ame não porque você escreva poemas ou seja atendente da padaria, mas porque você é a coisa que ele tenha mais desejo de abraçar. Eu sinto falta desse alguém que ainda não conheci e nem sei quando vou conhecer. Que descubra quem eu sou, antes do que eu faça ou do que eu tenha.



"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."


Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Princípe.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

13 de outubro


Meu dia foi tão ruim, que não vale a pena compartilhar. Mas vou dormir, e tenho certeza que amanhã será um dia maravilhoso... Espero!
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"Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos."

Charles Bukowski

domingo, 12 de outubro de 2008

12 de outubro

O dia foi bom. Mas deixo outra pessoa falar por mim:

"O que eu queria mesmo era um ombro amigo onde pudesse encostar a cabeça,uma passando na minha testa, uma outra mão perdida dentro da minha. O queeu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse um chá de laranjeira e me contasse uma história. Uma história longa sobre um menino só e triste que achou, uma vez, durante uma noite de tempestade,alguém que cuidasse dele"

(Limite Branco - Caio Fernando Abreu)