Estávamos nus um frente ao outro. Não nos sentíamos tímidos ou envergonhados. Estivemos assim, despidos, desde a primeira vez. Aonde nenhuma palavra poderia ser duvidosa, nenhum gesto incerto. Nós possuímos uma verdade absoluta: não queríamos mais nada além de uma possibilidade. De uma chance que nos trouxesse a vida novamente. É bom estar nu na frente de quem se ama, nenhuma máscara finge a feição da face, nenhum pano esconde o que o outro já conhece a dedos e bocas. O corpo tenta esconder a alma, mas a alma também está nua, e dançando, na retina dos olhos.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
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Um comentário:
uhhhhhhhhhuuuuuuuuuuuu!
ARRE!!
Que lindo demais da conta!
É de doer a alma de tão verdadeiro.
Estranhamente, vc já me é íntima..rss
São os espelhamentos, talvez.
bjões
luz, paz e bem
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