sábado, 15 de novembro de 2008

15 de novembro

(foto: Cáh Morandi, em 15/11/2008)

Posso não escrever hoje? Posso só dizer que estou tão esperançosa e risonha? Posso usar a expressão “mais feliz do que pinto no lixo”? Você já teve uma fé enorme quanto aos seus sonhos? Você não devia deixar de acreditar! Vamos ganhar o mundo juntos?
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O Renato apelidou essa foto com a música do Caetano, adorei:
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"Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

14 de novembro



Desabilitei todas as configurações do orkut, agora ninguém mais vê o que eu mudo e nem eu vejo o que as pessoas fazem, desabilitei também aquele visualizador de visitas, as pessoas que têm interesse que deixem recado, e eu também só respondo recados e não visito ninguém, raras exceções e somente quando necessário. Pelo menos assim, quem sabe, eu não exclua o orkut por enquanto.
De manhã fui fazer algumas coisas na rua, coisas burocráticas, do tipo cartório e contabilidade, afinal tenho outros “negócios” que tenho que resolver até final do ano. Aliás, minha vida daqui para frente será um verdadeiro caos. Tenho que apresentar meu TCC dia 04/12, dia 06/12 e 07/12 tenho o vestibular na PUC RS em Porto Alegre, e dia 13/12 tenho o casamento de Constanza e Marc, em New York, aonde sou madrinha de casamento com meu ex-namorado. Depois dia 17/12 no máximo tenho que estar no interior do Rio Grande do Sul (esses papéis que comecei a resolver hoje) para assinar algumas documentações, daí vou passar o Natal por lá, e volto para Santa Catarina passar a virada do ano aqui. Uffa... eu vou ter muita coisa para fazer no próximo mês, mas estou calma e sei que tudo dará certo, afinal o primeiro passo para o sucesso é o pensamento positivo.
Torçam por mim, esses dias são muito decisivos para minha vida daqui para frente. Espero que dê certo o que tenho planejado, falta um “tiquim” para eu chegue naquele ponto de felicidade, só falta algumas pendências profissionais e um namoradinho bem carinhoso.
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"Mas a luta continua. Fui obrigado a trazer para dentro de casa uma fragilíssima árvore japonesa da felicidade, no momento reduzida a uma minúscula folhinha verde. Cuido, olho, coloco no Sol, rezo. Há situações em que o máximo que se pode fazer é rezar. E esperar, claro, entre suspiros."
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(S.O.S. para um jardim no inverno - Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

13 de novembro




Agora está chegando a hora. Eu sei, tu sabes. Quatro anos bem esperados, bem guardados e lentos, mas chegando ao fim para que então sobrasse nós. Para cumprir agora o desejo que teve que ser esperado, adiado, ser esquecido por cargos, posições que antes o impediam. E também tínhamos medo de nos entregar no meio de tudo isso: tu tinhas a posição de dar o exemplo, eu tinha a posição de te respeitar. Parece meio história de cinema: um professor e uma aluna. Mas não é. E também não há nada de malicioso, apesar de não existir nenhuma esperança de amor. E espero que estejamos certos: que seja somente a entrega, o desejo contido por dias e noites. O desejo que se escondia por trás de olhares discretos, de toques sutilmente provocados, de palavras trocadas com segundas intenções. Sabe, é até confuso querer entender tudo isso, saber que todos esses anos levados a fogo, serão consumidos em alguns minutos, algumas horas, alguns rápidos beijos, entre mãos e sussurros, entre suores e corpos quentes. E só. Tu já nem disfarças, cheguei a voltar dirigindo para casa sorrindo só de lembrar de hoje. Querer puxar um assunto qualquer, me encontrar “sem querer” três vezes... arranjar motivo para me chamar no msn mais tarde. O engraçado é que mesmo nesse momento que temos a sós, nos mantemos discretos, não tocamos no assunto. E como sabemos dessa fome um do outro? Como sabemos que temos esse desejo recíproco guardado? Também não tenho resposta. Mas quero. Mas queres. Então cumpramos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

12 de novembro



Nossa Senhora da Bicicletinha, dá-me equilíbrio! Minha vida está como um furacão, ventos me levando para tudo quanto é lado, me colocando em uma situação difícil de decisão. Já havia decidido em não ir a Porto Alegre, apesar de querer muito, mas por motivos de insegurança desisti. Hoje, minha querida amiga Cássia, me refez o convite em ir para lá e me convidou para ser professora de Literatura em um projeto que ela coordena. Confesso que fiquei muito feliz, agora vamos dar tempo ao tempo e ver no final o que vai dar tudo isso.
Terminei o TCC, agora estou mais tranqüila, apesar de não ter conseguido produzir nada nos últimos dias. Hoje tentei alguns poemas, mas não gostei de nenhum. Acho que minha cabeça anda muito “técnica” nesses dias e nada de literário me ocorre com demasiada intensidade. Logo passa... tudo passa... Ando com o coração tranqüilo, e a não ser “o menino do livro”, nada mais faz ele se descompassar...
Ah, lembrei de uma coisa que quero falar: fico muito feliz com os e-mails e recados no orkut que tenho recebido dos meus leitores. É tão gratificante esse carinho que dedicam ao meu trabalho e a minha pessoa, só devo pedir desculpa pela demora em responder. Mas estou trabalhando para colocar novos escritos no ar. Ah, e aos leitores de Carolina (Salcides), estamos arquitetando uma poesia juntas, em breve poderão conferir.
Hoje está chovendo aqui, e um pouquinho frio. Recebi pela manhã uma correspondência da Biblioteca Nacional com alguns registros que fiz e também uma cartinha de minha querida Marisa. Já tenho que me arrumar para ir na faculdade, hoje temos gincana, por isso resolvi escrever mais cedo aqui.

Dois beijos para vocês!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

11 de novembro

Você conhece uma velha menina que fica irritada com a modernidade? Prazer, sou eu. Algumas coisas me irritam outras me chateiam. O orkut, principalmente, e acho que não irá mais alguns dias para que eu exclua meu perfil. Primeiro porque aquele monte de informações parece uma revista de fofoca da vida dos seus amigos adicionados: a foto que atualiza, o álbum, se adiciona algum vídeo, se comenta na sua foto, se comenta na foto de um amigo dele que não tem nenhum tipo de ligação com você, que avisa se o amigo mudou uma vírgula no perfil. Poxa, que saco!!!!!!! A vida fica muito exposta desse jeito. E hoje tive que excluir todas as fotos de lá também, pois deram de clonar meu perfil. Pode? Tem gente querendo se passar por Cáh Morandi... até isso!! Definitivamente isso têm me dado um certo ar de revolta e ainda não tirei do ar por consideração aos meus leitores que podem interagir comigo por lá, mas caso eu suma de repente, foi porque só agüentei até onde pude.

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"Como chegar para alguém e dizer de repente eu te amo para depois explicar que esse amor independia de qualquer solicitação, que lhe bastava amar, como uma coisa que só por ser sentida e formulada se completa e se cumpre? Pois se ninguém aceitaria ser objeto de amor sem exigências..."

["Amor" - Inventário do Ir-remediável]

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

10 de novembro


Faz dias que tenho tentado escrever um poema para você e não tenho conseguido, na verdade não tenho me satisfeito com os resultados. Eu não consigo descrever o que você faz comigo, o que é estar com você, as coisas que você me faz querer pensar e ser. Você me rouba todas as palavras, me deixa com a folha em branco ou tudo sem muito nexo. Eu queria te dar uma poesia, bem vermelha, em letras bem grandes, para que todas as pessoas lessem essa coisa bonita e doce que me torno na tua presença, que por tua milagrosa existência a minha se tornou também milagrosa, pois encontrou sentido, abrigo e uma esperança que não havia. Todos os segundos que temos nos falado, nos entregado inocentemente, são os presentes mais maravilhosos que puderam acontecer. Só me basta tua companhia. Não precisa vir o beijo, os apertos, o sexo. Não precisa nada disso. Só precisa você, ainda que fosse munido do mais profundo silêncio. Pois até estar em silêncio ao teu lado me faz feliz. Tentar ficar sugando o ar que você solta enquanto me olhas esperando uma reação mais espontânea. Amo o espaço que você me dá, aonde posso ser eu mesma, sem qualquer outra coisa que atraia. Sem corpos, sem papos-cabeça. Temos nos conhecido somente pela coisa mais pequena que somos, e isso têm nos feito grandes.


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Haverá??

domingo, 9 de novembro de 2008

09 de novembro

Para um menino com um livro


Quero começar te pedindo desculpas, está bem? Sim, porque daqui uns dias vou começar a mexer em tua vida, colocá-la para fora pedacinho por pedacinho e me pôr lá, bem dentro dela, bem agarrada, cravada com as unhas, enlaçada a todos os seus poros. Para não parecer metida, arrogante ou coisa do tipo, estou te avisando. Sei que você nem desconfia de mim, nem sabe que já estou praticamente na porta de tua vida com todas as malas, que se você pensar em não abrir eu vou arrombar, vou atirar pedras na janela, mas eu vou entrar. Estou segurando a vontade de aparecer aí agora, de camisola, descabelada, para sentir o gosto do beijo da tua boca, que ainda não provei, que quero tanto (ainda vou passar o domingo todo te beijando). Que vontade que tenho de não esperar mais tempo algum, para te levar direto para cama, para estar te olhando de cima, para sentir o quanto pesa teu corpo de encontro ao meu. Fico imaginando fazer amor com você, como adolescentes que esperam pela primeira vez. E talvez seja mesmo a minha primeira vez, não lembro de ter feito amor. Talvez eu tenha chegado muito perto, mas não fiz amor. E pensar que me guardei para você. E pensar que você nem sabe que vou chegar. Me desculpa, talvez você tivesse outros planos, tivesse pensando em outra pessoa, mas eu quero muito você, eu desejo muito você, e acho que amo muito você, e estou chegando.
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"Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome."
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(Caio Fernando Abreu)