sábado, 5 de julho de 2008

Um livro...






“Sempre te amei sem saber o porquê. Não preciso de porquês, é mesmo assim. Mas mais do que porquês ou razões adoro olhar para ti e perceber o quanto gostas de mim. Não preciso que mo digas para o saber e não há segurança maior do que a certeza das coisas que são ditas sem palavras.”



In Espero por ti em Paris, de Diana Mendonça e David Marle

Ver no olhar




Eu gosto de ver a vida. Gosto de vê-la acordar e perto de adormecer. Gosto de vê-la desvendar e esconder, mas principalmente gosto de vê-la nos olhos de outro alguém. Vejo ternura nos olhos de minha mãe. Vejo paciência nos olhos do meu pai. Vejo esperança nos olhos de meus irmãos. Vejo doação nos olhos de meus amigos. Nos olhos do meu amor eu vejo a parte de mim que não conheço, vejo o lado amável, afável e amoroso que ao largo do caminho fui deixando, e é ele e esses olhos recheados de todas as estrelas do céu e do mar, que me devolvem a doçura, a candura e a delicadeza que andavam adormecidas.

Minha Filó


Sinto falta da Filó. Principalmente quando passo na frente da casa dela, principalmente quando sonho (ela era ótima interpretadora)! A Filomena foi uma grande amiga, apesar de na época eu ter 18 e ela 42. Sabia tudo de minha vida, me ajudou em momentos de muita dificuldade e me auxiliou muitas vezes com seu carinho e experiência. Mas a vida é uma sacanagem e a gente só sabe o valor das pessoas quando já não as tem mais. No nosso caso, ela ficou lá, sempre me esperando para um chá (adorávamos fazer isso no sábado a tarde, e acho que é por isso que hoje senti uma falta desumana dela), e eu com o passar do tempo me afundei muito no trabalho e nos estudos, e meses ou quase um ano depois soube que Filó estava com câncer de mama, fui visitá-la uma vez e rimos muito, afinal ela parecia ótima e confiante de que tudo ia ficar bem (Filomena tinha muita fé, tinha muito de Deus em tudo que fazia e possuía). Passaram-se alguns meses e soube que o câncer havia se alastrado pelo corpo e que ela estava muito doente, isso era uma segunda-feira e pensei: “No sábado irei visitá-la, nem vou ligar, farei uma surpresa”. Na sexta de madrugada recebi uma ligação comunicando a morte de minha querida Filó. Era tarde. Muito tarde e eu não podia fazer mais nada. Nem se quer pude ligar para dizer “Te amo, Obrigada por tudo”, “Você é a melhor”, “Você é importante para mim”. Nada, absolutamente nada tive tempo de dizer e nem de fazer para salva-la, não fui sequer um terço da amiga que ela foi para mim. A Filó se foi e eu não estava por perto, não pude mais ver seus grandes olhos verdes e escutar sua voz que tinha toda a paz do mundo. Foi o maior tombo da minha vida. Mês que vem fazem dois anos de sua morte e espero que ela saiba o quanto ela foi especial para mim e me perdoe por não estar com ela quando mais precisou. Querem uma mensagem especial? Não espere pelo “sábado” para dizer o quanto você ama alguém e o quanto essa pessoa é especial para você. Filó, perdão. Faz falta você aqui...



"Voa minha ave
Voa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar
Permaneço em ti
Como sempre foi
(...)

Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
entre as flores..."

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Me dá um abraço?

"Quem quer um pedaço
Um pouco de alguém
Abraçando tem
E ainda mais
Se o abraço for além de um minuto
Aí é fatal
Envolveu
Você tem
Um alguém total "


Amo essa canção na voz da Consiglia...
Amo abraçar, amo ter "alguém total"!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Diário de uma humana!

Resolvi escrever coisas sem rima, sem métrica. Resolvi escrever sem entrelinhas, sem arranjar formas de dizer o que eu queria realmente dizer. Esse é meu diário, aqui estarão registrados fatos, histórias do meu dia-a-dia, o que acho interessante de abordar. Não é um blog para média, para ibope, para propagandas. È um blog onde eu possa ser... ser somente eu. Somente Carine!