quarta-feira, 29 de outubro de 2008
29 de outubro
Le fabuleux destin d'Amélie Poulain
terça-feira, 28 de outubro de 2008
29 de outubro
Hoje eu queria te levar um beijo de boa noite. Um beijo delicado sobre tua testa, sem nenhuma outra intenção além de te desejar uma boa noite de sono. Nem pedir para estar em teus sonhos, nem pedir para dormir ao teu lado. Queria apenas te ver doce, te ver repousar com todas as inseguranças e perspectivas de um menino, já que a barba será feita somente antes do trabalho, já que os compromissos, por enquanto, estão apenas na agenda, já que o coração está tranqüilo e quase amando uma menina que queria beijar sua testa pelas noites que virão, já que o sono parece uma boa cama para os sonhos que ainda precisam esperar, já que agora o homem pode tirar a máscara e deixar o nu da face iluminar um punhado de estrelas que moram no teto do seu quarto, já que o tempo entre um pensamento e outro é tão rápido e tão milagroso que pode despertar o próximo dia.
escute aqui
(...)
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva
(...)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
27 de outubro
Em alguns casos lembrar é pior do que esquecer, e talvez disso eu teria de ter mais medo. Porque esquecer não se conjuga, não se reparte, não te dá outra opção além do arrependimento do esquecimento. Lembrar é diferente, porque você pode apenas lembrar ou pode lembrar com saudades. E daí, meu amigo, estamos metidos em uma encrenca das brabas.
O que define se devemos lembrar ou esquecer?
Será isso sacanagem de Deus para nos punir dos outros pecados?
Vou tatuar bem grande em minha testa: “Te esquecer”, só para lembrar de ti sempre.
"Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto..."Martha Medeiros
domingo, 26 de outubro de 2008
26 de outubro
(1) O sexo
Deixei o Val hoje pela manhã no aeroporto, fiquei feliz em saber que tenho amigos que gostam de me visitar. Não eram 10 horas da manhã e fui a Itajaí levar um material para uma “produção” que estou criando (um dia falaremos sobre ela). Lembrei que há muito tempo devia um almoço para Ele (vou chamar de “Ele”, pois não pedi autorização para falar o nome dele e nem do acontecimento). A última que vez que o vi foi num encontro
Literário que aconteceu por acaso na Casa Aberta, e sim, já nos conhecemos a dois longos e “proveitosos” anos. Liguei para Ele. Me convidou para ir no apartamento dele e decidirmos aonde almoçar. Eu fui, até porque aquilo, mesmo inconscientemente, era o que eu realmente queria. Subi o elevador, arrumei o vestido curto e florido, afinal o calor nessa cidade parece de um típico verão do sul. Apertei a campainha e fui recebida com um sorriso afetuoso. Me ofereceu uma whisky, chegou perto, primeiro vieram as provocações através do riso e das palavras, depois vieram as mãos alisando as pernas, depois os beijos na nuca, depois na boca, e as mãos já haviam se perdido por entre o meio das coxas. Ele não perdeu muito tempo em querer tirar o vestido, e eu não perdi muito tempo em estar em cima dele. Dois famintos na sala de estar. Ele procurando meus seios por debaixo do vestido, eu de olhos fechados sentindo suas mãos que não sabiam se ficavam nos seios ou se se agarravam na bunda. Ficamos ali não por muito tempo, nenhum dos dois resistiu por mais de alguns minutos sem atingir o auge. Me levou para a cama, me despiu do vestido, me virou de bruços e começou a massagear minhas costas do inicio até a bunda, enquanto isso conversávamos sobre a última vez que transamos, que foi em abril ou maio desse ano e definitivamente tinha sido “uma rapidinha”, depois de um café e como consolo a minha carência com o fim do meu namoro ou um dos grandes amores que tive. Entre umas caricias e outras, transamos de novo, ainda mais famintos, mas mais calmos, deixamos durar um pouco mais a sensação de estarmos um dentro do outro, deixamos que suas mãos marcassem minha cintura e a segurassem para que não tremesse, não fugisse, que deixasse ele se afundar ainda mais para dentro. Era poético e humano, e tínhamos a mesmas percepções a medida que acontecia essa entrega. Sabíamos que não fazíamos amor, mas também não poderíamos classificar com sexo, porque envolvia algo além do que corpos e suores. Gozei algumas vezes, e por fim ele gozou. Nos jogamos lado a lado, rimos, nos olhávamos, como eram bonitos nossos rostos depois do desejo cometido. Aquele homem que antes me segurava e forçava as entranhas, agora me beijava a face suada e risonha. Há tempos não tive uma relação tão boa, tive algumas que aconteceram nas últimas semanas, mas não tão gloriosas a ponto de merecer um post. Bom, na verdade, a última transa realmente boa foi final do ano passado. E só agora, praticamente um ano depois, me senti completamente descoberta e nua. Almoçamos sim, quase as três horas da tarde, e o meu vestido parecia intacto.
(2) A festa
Passei pegar a Ângela e fomos para o Mercado Municipal na roda de samba raiz que reunia poetas e músicos da região, além de cerveja e muitas gargalhadas, nem a chuva nos desanimou. Fotografias, muita conversa jogada fora, muita poesia. Foi muito bom, devíamos marcar mais encontros como esses.
(3) A verdade
Aos 21 anos me sinto mais madura do que muita gente com 40. Quer dizer, não é nem uma questão de sentir, mas de ter fatos comprovados disso. Eu odeio ainda criar expectativas sobre algumas pessoas, mas não há nada que eu odeie mais do que me decepcionar com elas.
sábado, 25 de outubro de 2008
25 de outubro


sexta-feira, 24 de outubro de 2008
24 de outubro
Sorry, kisses.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
23 de outubro
Depois eu volto.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
22 de outubro
terça-feira, 21 de outubro de 2008
21 de outubro
Eu me apaixonei por um menino com um livro. Um menino que lia uma crônica ou poesia, eu já nem sabia, porque não me importava o significado das palavras, e sim a voz que me invadia. Ah, se você imaginasse o quanto eu queria estar bem perto, tão perto a ponto de sentir o sabor das palavras que saiam de tua boca. Eu queria estar na tua boca, por dentro da tua roupa, queria ser a poesia que você lia, queria ser o corpo que iria te abraçar depois quando nenhuma luz restasse. Queria ser o silêncio, o gemido, o sussurro depois que as letras deixassem de ter sentido. Queria que você me suasse até escorrer as gotas pelas voltas do umbigo, até as mãos ficarem marcadas na minha cintura. Como eu queria que você tivesse um pouco da loucura para que me cometesse, para que tomasse a madrugada toda até o fim da manhã de um outro dia qualquer que fosse. Quem sabe a vida toda, não... a vontade que tenho até para a eternidade é pouca. Ele é só um menino de 30 e poucos, com um livro, lendo uma crônica qualquer. Um menino que lia poesia, enquanto eu o desejava, enquanto eu esperava que ele lesse meus sinais.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
21 de outubro
um beijo, agora preciso sonhar de olhos fechados, porque de olhos abertos já sonhei o dia todo.
domingo, 19 de outubro de 2008
19 de outubro

Os planos é que acabam com tudo, porque estão incluídos com todas as coisas que perdemos quando um amor se vai. Assim a dor se torna maior, a perda se torna maior, as noites teimam em ser mais longas. Devíamos viver sem perspectivas para o futuro, sem imaginar demais, sem planejar demais e assim, quem sabe, viveríamos com mais intensidade os momentos que nos são permitidos. E as lembranças, no fim, ficariam mais vibrantes, mais detalhadas. Sinto falta também justamente disso: de não conseguir arquivar as memórias com todos os detalhes. Memória devia guardar não somente “male mal” a imagem, mas também o odor, o gosto, o tato, o vento, o peso. Lembrança devia ser coisa mais viva, mais real. E se fosse, eu juro, que eu me tornaria uma cega por opção. Eu ia deitar em uma rede, de frente para o mar inteiro, fechar meus olhos e viver dali pra frente só das coisas que vivi, de todas as lembranças que todo dia lembro para nem pensar em esquecer.
"again my heart sits upon a wall. Now from here where do I go? I can't decide, I do not know..." (Lawrence H Pfaff)
Um beijo, como os que ainda guardo, como os que ainda espero.
sábado, 18 de outubro de 2008
18 de outubro
Tem coisas mais importantes que descanso.
Tem coisas mais afortunadas que o trabalho.
Mas tem coisas que não dependem dos olhos, e sim da vontade de ver.
...
"Do corpo de meu amor
exala um cheiro bem forte.
Será a primavera nascendo?"
Cacaso, in: estações.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
17 de outubro
Mas o beijo acontece, tudo desaparece, e a gente só quer o próximo beijo, o próximo beijo, o próximo beijo...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
16 de outubro
.....
"Ver você, ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
E pensar
Você aparecer
Pela janela tão bonito de manhã
Vem pra mim e não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça
Por tudo que for..."
(Por tudo que for - Lobão)
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
15 de outubro

terça-feira, 14 de outubro de 2008
14 de outubro
Tenho aprendido muita coisa nesses dias e tudo por experiência própria. Ando muito filosófica, estranhamente meus pensamentos andam muito profundos. Às vezes, quando se dirige por horas seguidas, sozinha, você chega a conclusões de coisas que só com o coração já tranqüilo e com a mente confiante são capazes de nos dar. Nas vezes que terminava um relacionamento, sempre passava os dias seguintes em uma amargura, em uma dor. É claro que nunca é fácil abandonarmos ao ar os sonhos e planos que sonhamos com outra pessoa, mas há alternativas para que a inevitável “dor” inflame menos. O começo dela é a maturidade, pois quando comecei a ver que minha vida não dependia somente de um homem que supunha “amar”, que eu tinha meus livros, meu trabalho, minha formação, minha profissão, minhas viagens e principalmente tinha o conteúdo e a beleza (porque a beleza é dada a todos) para encontrar um outro alguém tão ou melhor do que o que acabou, vi que estava tudo bem. Foi a primeira vez que não chorei, que não esperneei, que não passei pensando em ligar ou não ligar. Eu não liguei, eu não mandei e-mail, eu não falei com o melhor amigo, eu apenas segui em frente. Primeiro, porque nenhum amor dever ser mendigado. Segundo, porque todo amor deve ser recíproco. Terceiro, essa pessoa tem que fazer você tremer toda vez que chega perto e se um dia o tremor passar, o amor está passando também. Prometo, da próxima vez, amar alguém mais parecido comigo, quando a adolescência, a imaturidade e o comodismo passam, você não quer mais alguém para ir para cama, alguém para sair na sexta a noite ou só para apresentar aos amigos e a família. Chega uma época, como é a minha agora, que você quer alguém para ser seu companheiro, para ir nos lançamentos do livro e de se orgulhar por estar com você, que faça planos, que queira ter uma menina linda de cabelinhos cacheadinhos que talvez se chame Laura ou Alice ou Mariana, ou que queira sete filhos, ou que ache melhor esperar... Mas isso já não é coisa que importa, porque você, agora, só quer alguém que esteja disposto a estar do seu lado pelo único fato de quem você é para ele e não para os outros. De alguém que te ame não porque você escreva poemas ou seja atendente da padaria, mas porque você é a coisa que ele tenha mais desejo de abraçar. Eu sinto falta desse alguém que ainda não conheci e nem sei quando vou conhecer. Que descubra quem eu sou, antes do que eu faça ou do que eu tenha.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
13 de outubro
Meu dia foi tão ruim, que não vale a pena compartilhar. Mas vou dormir, e tenho certeza que amanhã será um dia maravilhoso... Espero!
Charles Bukowski
domingo, 12 de outubro de 2008
12 de outubro
O dia foi bom. Mas deixo outra pessoa falar por mim:"O que eu queria mesmo era um ombro amigo onde pudesse encostar a cabeça,uma passando na minha testa, uma outra mão perdida dentro da minha. O queeu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse um chá de laranjeira e me contasse uma história. Uma história longa sobre um menino só e triste que achou, uma vez, durante uma noite de tempestade,alguém que cuidasse dele"
(Limite Branco - Caio Fernando Abreu)
sábado, 11 de outubro de 2008
11 de outubro
Quando comecei a escrever não imaginava tudo isso que está acontecendo agora. Esse sucesso repentino, de receber convites para isso, para aquilo, para fazer abertura de eventos, escrever para tal editorial. Nós três últimos meses minha vida virou de pernas para o ar: eu não paro! Escrevendo duas colunas para dois jornais distintos, dando aula nas oficinas de poesia e literatura, concluindo a abertura do livro do meu grande amigo Luiz, ontem convidada pelo Rafaelo para escrever para a revista literária “CLAP”. Mas a maior satisfação não são os trabalhos que surgiram pelo fato de escrever, muito menos a questão financeira, mas sim, o retorno que recebo dos meus leitores. Quando comparam minhas escrita inúmeras vezes com Clarice Lispector, Cecília Meirelles, Lya Luft, será que é possível imaginar minha cara de espanto e de felicidade? Hoje, o motivo de escrever sobre isso, foi quando ontem Virginia me disse que estava lendo uns texto/poemas na internet e pensou estar lendo Drumonnd e no final viu meu nome como autora, e hoje quando Luiz me comparou com Tagore. Imagine o impacto. Para mim, que só escrevia para mim, para por para fora. Quando poderia imaginar ter leitores, ter fãs, receber presentes tão carinhosos de pessoas que me lêem? Quero agradecer a todos que têm levado os meus poemas para os amigos, para os sarais. Outro dia recebi um e-mail pedindo para usar meu poema em um trabalho de conclusão da faculdade de Literatura, sobre a nova geração literária. Não é para ficar orgulhosa? Eu que não sei nada, eu que só coloco para fora os sentimentos que me vibram lá dentro... Mas agradeço a Deus por ele ter me guiado, por ter aperfeiçoado o dom que me deu... Ano que vem muitas surpresas para meus leitores... e estarei, sempre que possível, dando um abraço real e carinhoso quando puder encontrá-los por ai. Agradeço a vocês que são o motivo da Cáh Morandi seguir o caminho que está seguindo...
um beijo, e Tagore:
"Então as tuas palavras voarão
Em canções de cada ninho dos meus pássaros,
E as tuas melodias brotarão
Em flores por todos os recantos da minha floresta."
(Rabindranath Tagore)
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
10 de outubro
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
09 de outubro - Eu sou um perigo

O que faz com que as pessoas vêem em mim a delicadeza? Será esse meu rosto claríssimo em contraste com o negro dos cabelos cacheados? A boca desenhada em “forma de coração” pintada como uma tela de um vermelho ardente? Os olhos pequenos, levemente puxados, abraçados pelos longos cílios? As mãos pequenas cuidadas porque quem tem um jardim de palavras? E como pode ser que seja isso que eu transpareça? E essa coisa tão selvagem no meu jeito de olhar ? E esse fogo, coisa que são só dos dragões, que me arde a garganta? E essas garras afiadas, cuidadas, como se não pudessem arranhar, cravar, fazer doer? E essa fera que me revira por dentro, que parece que sangra, que ronda, que me morde, que acorda quando quero dormir? Como pode ninguém ver esse perigo que sou, esse bicho feminino que anda por aí a solta, revolta, em vez de pêlo, encoberta de pele e malha fina.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
08 de outubro
"É preciso que me tomes,
Lya Luft.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
07 de outubro
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Descobri meu próximo destino, né Spinelli?
“é nozes”, com chimarrão e poesia....rs*
http://www.moradadoscanyons.com.br/index.htm
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
06 de outubro
Porque a sensação pós sexo é tão boa? Um alívio, uma leveza. Será que é a resposta ao prazer cumprido? Da paixão/amor realizado? De fazer verter o gozo de dentro do corpo? Aliás, será que o gozo é o prazer em forma de matéria? Apesar das dúvidas, o sexo é bom. Porque depende da paixão, do tesão, da vontade. Fica melhor ainda quando o desejo é antigo, e fica ali caladinho, se remoendo até ser cometido.
Ai, ai, ai, ai... estou l-e-v-í-s-s-i-m-a!
(sim, em vermelho, porque vermelho é bom...)
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"A gente se apertou um conta o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro. Tão simples, tão clássico. A gente se afastou um pouco, só para ver melhor como eram bonitos nossos corpos nus (...) estendidos um ao lado do outro, iluminados pela fodforescência das ondas do mar. Plâncton, ele disse, é um bicho que brilha quando faz amor. E brilhamos."
(Caio Fernando Abreu)
domingo, 5 de outubro de 2008
05 de outubro
ah, e o trechinho que lhe falei baixinho antes ...
"Então é você
tua simples presença
preenche a minha existência
me faz ver o que eu não via.
E quem diria?
ainda melhor
(...)
E quando todos te chamam
quem sou eu pra não chamar?
E quando todos te querem
quem sou eu pra não querer?"
(Então é você - Alice Ruiz)
sábado, 4 de outubro de 2008
04 de outubro
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho..."
(Não é fácil - Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown)
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
03 de outubro - A poesia
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
02 de outubro
Spinelli, nem pedi autorização, mas me deu vontade de falar de ti. E colocar essa foto tua que adorei! Até logo querido... Muitos pôr-do-sóis acompanhados de mate e poesia nos serão vindouros!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
01 de outubro - Sobre a nudez
terça-feira, 30 de setembro de 2008
30 de setembro
Deus, dê esperança aos que não tem, como eu. Amém.
"Sua cor não se percebe.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor."
Carlos Drummond in "A Flor e a Náusea" - trecho
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
29 de Setembro - A recompensa
Lembro que escrevi um pequeno poema, chamado "Poema para Viagem":
"quando sentir saudades
me lê em algum poema de Ruiz
em algum detalhe de Neruda
em algo que te faz feliz;
e como poucos homens
entre raros loucos e amados
me terás como um verso
que nunca para de sorrir"
Citando os poetas que faziam parte do relacionamento que eu vivia, e como eles contribuiam para dar encantamento para aquilo que viviamos. Fiquei muito feliz, quando ontem, recebi um e-mail em forma de poema, que uma leitora fez ao seu namorado e me encaminhou. Fiquei meia surpresa ao ver que você começa a ser uma referência, que as pessoas compartilham meus poemas, se identificam dentro deles. É uma alegria enorme... Segue o e-mail:
"Falei com você pelo orkut; a respeito de algo que escrevi pra uma certa pessoa.Pensei em te enviar pois foi sua métrica; a inspiração que alcancei...Espero que a ajude entender o que sentimos quando esperamos tanto pelas suas poesias...
Um BjO e sucesso sempre.....
Quando eu não estiver mais por perto;
Sentindo saudades minhas:
Leia-me nos versos “Morandi”...
Sim. Aqueles mesmo que me apresentou
Noutro dia... De uma poetisa chamada Cáh
(Um sobrenome que me lembra morango)
E ela escreve vermelho; feito o sangue,
Que me corre nas veias... Vida!
Nas letras que ela caminha
Descobri ser por vezes minha cama
E das muitas coisas que eu senti
Ela decretou verdade concisa
Céus; parecia que eu era um livro...
Portanto; se der saudade de um beijo;
Ela conseguiu uma façanha divina!
Eternizar em um verso um beijo que não finda
Procure-me entre as letras dessa poetisa
Ela descreveu com palavras
A nossa cama, nossa vida, você em mim...
Quando eu não estiver mais aqui...
(Rachel Cortelassi)"
....
Obrigada Raquel, obrigado as leitores dos poemas de Cáh Morandi, que eles sempre se revelem de uma forma única e particular a cada um de vocês.
domingo, 28 de setembro de 2008
28 de setembro


