sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"...o telefone tocou, na mente fantasia."

(Título: Tarde Vazia, Scandurra & Gaspa)


Muitas vezes a gente não sabe porque o telefone não toca. Pensamos que entendemos errado ou que a hora era outra, ou até mesmo que passamos o número errado, mas na maioria das vezes o telefone só não toca porque não podemos entender o que se passa do outro lado da linha.

Incompreensível, não é? Justamente por isso.

Uma ligação pode mudar tudo no meio da monotonia ou pode ser uma calmaria enquanto esperávamos um furacão. Não dá para prever o que irá acontecer se atendemos no primeiro, no segundo ou no terceiro toque, pois em um só segundo podemos mudar de idéia, de humor, de planos e o segundo errado na ligação certa pode mudar todo o destino.

De qualquer forma, não fique ocupado demais, nem de menos, nem tire seu número das listas telefônicas, e se for ligar não coloque número oculto.

Te ligo, se quiser não atenda, mas deixe tocar.


Cáh Morandi

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

eu amo você, mas eu jamais te diria e nem pediria para ficar.

boa sorte.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

08 de dezembro

Como é bom se sentir desejada. Saber que ele está ali, do seu lado, não podendo transparecer ao desejo que o consome. Saber que ele tenta se imaginar mergulhando em meus seios, descobrir a cor dos mamilos. Saber que ele não sabe se me puxará pela cintura ou pela bunda. Se irá me penetrar ou deixar que eu o leve a entrar em mim. Fita minha bunda, dá palpites na cor da calcinha, tenta percorrer o caminho que suas costuras fazem em meu corpo. Quer muito meu corpo. Me quer muito. Me imagina em sua cama, em outras camas. Me imagina sob e sobre ele. Quer muito meu gosto. Quer muito meu movimento. Quer beber meu suor. Quer me forçar contra seu corpo. Quer lamber minhas coxas. Quer sugar os meus lábios. Eu sei, eu dou um riso de canto, retribuo o olhar, me despeço com um beijo no canto da boca. Eu te enlouqueço. Eu te deixo ainda mais aceso. E saio com ar de inocência.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"Lembra quando chegou perto de mim e me pediu "Não sei o que fazer... Me ensina?"
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Pois é, eu não ensinei nada. Aprendemos os dois que o amor não tem orgulho, oferece apenas sua fragilidade. Aprendemos os dois que todo apaixonado é bi-polar, procura e hesita quase ao mesmo tempo, arrisca e desiste quase ao mesmo tempo, muda de opinião para reafirmar logo em seguida, sofre escandalosamente para não sofrer seus segredos.
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Talvez tenha errado ao escrever o texto sobre seu relacionamento, talvez você tenha errado em insistir, mas são erros puros, autênticos. Erros educados. Erros que não devem fazer com que se feche daqui por diante. Amor oferecido não se devolve. Não pede recompensa. Não exige final feliz.
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O amor a ela fará com que ame melhor seus amigos e sua família. Vai migrar delicadamente para quem precisa e sente falta.
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A palavra dá voltas. Ela ainda lembrará a música que escutavam agarrados. Ou não entenderá uma pontada estranha de saudade quando passar o ano-novo na praia da Pipa.
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Ela não pode mais o esquecer. Pode não amá-lo, mas esquecer, não. Há memória depois de uma vida juntos. Honremos."
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(Trecho do texto de Fabrício Carpinejar)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

02 de dezembro

"Para o telefone que toca

Para a água lá na poça

Para a mesa que vai ser posta

Para você, o que você gosta:

Diariamente."

domingo, 30 de novembro de 2008

29 e 30 de novembro de 2008

Esse final de semana aprendi a dar valor ao que realmente interessa. Talvez eu não escreva mais aqui todos os dias, esteja ainda mais ausente no orkut e principalmente no msn. Passei esses dois últimos dias no lado das pessoas que amo e como isso me agregou, me despertou, me deu uma nova forma de olhar para a vida.
Sábado logo depois do meio dia, meu menino veio de Blumenau, passou aqui me pegar, e fomos fazer algumas compras em Balneário Camboriu. Nos divertimos muito, tão bom essa coisa boba de se estar apaixonado, não é? Andar de mãozinhas dadas, o carinho, o brilho impactante na face. Fiquei feliz, achei um óculos da Vogue que eu tanto procurava e resolvi me presentear de Natal. Voltamos para Itajaí para o apartamento dele, deitei no sofá exausta e acabei adormecendo, eu não tinha conseguido comer nada durante o dia. Quando ele me acordou, já tinha arrumado uma mesa lindinha e feito sopinha para mim. Acredita que ele tomou sopinho comigo? Que lindo. Mandou eu deitar no sofá de novo e arrumou toda cozinha, depois veio me namorar e fazer um cafuné ali mesmo. Me levou para o quarto no colo (que saudades eu sentia disso!!). Ficamos na cama conversando, fazendo planos, rindo, namorando, se abraçando e por fim nos amando, antes de dormir bem abraçadinhos e juntinhos.
Domingo de manhã fomos para minha casa, e o dia foi maravilhoso. Nós, meus pais e mais três casais de amigos de meus pais. Ficamos o dia todo no pequeno salão de festas aqui em casa, assando churrasco, bebendo, conversando e as crianças brincando na piscina que até eu dei mergulho fim da tarde. Depois de uma semana de trabalho e voluntariado com as vitimas, o dia de hoje veio como uma recompensa. Final da tarde ainda demos conta de preparar uns mariscos e lula a vinagrete e uns camarãozinhos ao bafo. Comi duas colheres de arroz branco e palmito e só. Me pesei no sábado, perdi 4kg nessa semana. Amanhã vou tentar marcar o médico.
Agora meu menino voltou para Blumenau, retomava o trabalho hoje as 11h da noite e deve ficar a semana toda por lá, vou torcer para que não. Eu acho que já somos namorados. E isso me deixa feliz.
Resolvi a partir de hoje dar um ponta pé no passado e retomar minha vida com todo fôlego, por isso anuncio meu sumiço. Essa semana tenho milhares de coisas para fazer e decidir, inclusive se irei me mudar para Porto Alegre ou Curitiba, comprar roupas para viajar para NY, que pelo que Andrew me contou, está muito frio e que vou pegar neve por lá.
Ainda hoje tenho que terminar minhas duas colunas e responder a caixa de e-mails que está cheia.

Beijos para quem fica.
Mandem pensamentos positivos, essa semana vai ser muito decisiva.
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Sem explicação, ordem e motivo, me arde uma alegria, que não aceita ser felicidade, porque a felicidade é uma palavra muito longa e a alegria tem pressa. Não sei se é uma alegria herdada, uma alegria que esbarrou em mim e que me salvou de ter pensado demais para devolvê-la. Uma alegria que é muscular, como se o ar fosse uma guitarra encordoando o ar, e houvesse um amor me pedindo para falar baixo nos ouvidos ou uma criança me chamando pelo apelido que esqueci. Uma alegria sem dono, que poderia ser uma ovelha de água, uma orelha de mar, um poço com hálito de café, uma figueira entranhada de pedras, o barulho alaranjado do portão que denuncia a visita, a tosse do fogo, as ervas e suas cartas datilografadas sem acento. Uma alegria de deitar na grama e sentir que está molhada e não se importar com a roupa orvalhada e não se importar com a hora e com os modos, uma alegria que é inocência, mas sem culpa para acabá-la.
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(Fabrício Carpinejar)


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Em retribuição ao fim de semana maravilhoso ao teu lado:


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

28 de novembro

Preciso de uma cura espiritual e sentimental. Meu amor, venha logo. Vem e me faz essa cura, me reestrutura, me conforta, me embala e tira todo fantasma do passado. Vem e me faz nova, me faz completa, me leva pela vida com você.
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" Diz que se você só planta uma espécie de coisa na terra por muitos anos, ela acaba morrendo. A terra, não a coisa plantada, entende? (...) Depois aos poucos vira deserto. Vão ficando uns pontos assim. Vazios, entende? Desérticos. Espalhados por toda a terra. (...) Assim como se você pingasse uma porção de gotas de tinta num mata-borrão. Eles vão se espalhando cada vez mais. Acabam se encontrando uns com os outros um dia, entende. O deserto fica maior. Fica cada vez maior. Os desertos não param nunca de crescer, sabia?"
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(Pela Passagem de uma Grande Dor, Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

27 de novembro

Vou começar dizendo que não quero mais falar de doença e de saúde. No final tudo sempre dará certo, ou não, é muito lógico.
Quero registrar algo muito legal e inesperado que aconteceu ontem. Reencontrei meu ex-namorado no msn e conversamos noite a dentro. Não, não era o Andrew (que ficou mais famoso entre meus leitores, pelas trocas de poemas e por ele ser um poeta de um dom extraordinário. Escreverei sobre ele ainda), mas sim o anterior a ele, meu querido Pedro, o qual se tornou um amigo extraordinário. Pedro é de São Paulo, é bem mais velho do que eu, namoramos quando eu tinha 18 para 19 anos e foi fantástico. Nesse período passei os fim de semanas em pontes áreas. Pedro é um empresário bem sucedido e tem uma história de vida que te prende do inicio ao fim. Bom, foi ele que “redespertou” o meu instinto por escrever, e ele teve muitas poesias que inclusive hoje, ainda circulam muito por aí.
Sempre soubemos que nosso namoro não tinha possibilidade de ser duradouro, tínhamos um abismo de idade entre nós e perspectivas de vida muito diferentes. Aproveitamos o máximo que pudemos. Acho que o amor nunca foi muito adepto ao nosso relacionamento, o que nos atraía era que éramos completamente tarados um pelo outro. Sim, literalmente. Fazíamos coisas absurdas e nos divertíamos muito. Eu levei para ele um pouco de juventude, ele me trouxe um pouco de experiência, e foi assim que nos entendíamos, ora na calma dele, ora na minha pressa. Topávamos tudo, viajamos para lugares que ninguém iria namorar: Vitória, Goiânia, Brasília. Passamos um feriado em Mariscal, mas tivemos tanta sorte que não parou de chover durante os três dias, então ficamos jogando cartas e “stop”, saímos uma única vez da pousada para comprar chocolate e depois não saímos mais. Nos entendíamos no tédio e na diversão.
Tem um fim de semana que nunca esqueço, foi em São Paulo. Não ficamos no apartamento dele. Ele reservou uma suíte lindíssima no Renaissance Hotel, na primeira noite assistimos uma peça de teatro no próprio hotel e depois fomos jantar no Chackras. Sábado de manhã fomos caminhar no Ibirapuera, almoçamos no Quartino no Cerqueira César, a tarde não agüentamos e dormimos. De noite fomos assistir ao Fantasma da Ópera, e quando voltamos ele tinha deixado para me preparar o quarto cheinho de pétalas de rosas, desde o chão, cama, hidromassagem e tivemos uma noite que ambos jamais poderiam esquecer. Dançamos muito antes de ir para cama. Lembro que no outro dia de manhã quando ele me acordou e foi para o banho, peguei o roupão, sentei na escrivaninha que dava de frente a uma enorme janela de vidro de onde se podia ver todo os Jardins, e lhe escrevi um poema a punho. Ele guarda o poema até hoje. Foi esse:


São as primeiras horas
Da semana que inicia:
Vinte e nove do primeiro mês.
E meu primeiro pensamento...
é teu.
Acordo sem ser dona de mim
E tudo te pertence:
O gosto na minha boca;
O cheiro na minha pele;
As palavras que solto;
Meus olhos que buscam teus olhos;
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Desde o primeiro dia
Nada mais me pertenceu.
Não fui dona de mais nada.
De tudo que te entreguei
Me reinventas-te.
Me inundas-te.
Me invadis-te.
E nunca fui tão completa,
Tão repleta,
Tão minha
...sendo tão tua.


Faz tempo, mas ainda me vejo naquela manhã, lembro até do ar gelado no quarto, lembro que ele saiu do banho também vestindo um roupão e me abraçou pela cintura enquanto eu observava em pé diante da janela São Paulo amanhecendo.

Essa é música que dançamos naquele sábado de madruga, e era ele mesmo quem cantava:

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

26 de novembro

Hoje senti na pele as conseqüências das chuvas em Santa Catarina. Liguei para o meu plano de saúde para agendar um médico, mas os serviços estão suspensos até o dia 01/12. Devido as cheias, alguns médicos não conseguem chegar nas clínicas e hospitais, alguns estão envolvidos no socorro das vítimas e os hospitais estão atendendo somente casos de emergência. Paciência, entendo que realmente meu caso não tem importância diante da situação do meu estado. Ficarei bem, comprei soro e estou tomando, e agora final da tarde consegui comer duas bolachinhas de água sal e uma sopinha. Não voltou... Só algum problema no estômago que logo passará, se Deus quiser. Acho que o soro me animou um pouco e não estou me sentindo tão fraca e com uma dor de cabeça apenas de leve.
Voltou a chover hoje na região, e pelo jeito, o meu menino não terá descanso e nem previsão de voltar para casa nos próximos dias. Triste, ninguém para cuidar de mim, apesar de nos ligarmos e passarmos sms o dia todo.
Crônicas para terminar, mas a minha saúde frágil infelizmente não contribui para que fluam as idéias. Perdão leitores, mas não estou conseguindo escrever.
Comecei a reler “A casa dos budas ditosos” e já terminei agora a tarde. Acho que hoje vou começar a reler “Macunaíma”... fases de releituras. Por que? Não sei. Mas não tenho vontade de abrir novos livros, por enquanto.
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"- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora."
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(Caio Fernando Abreu)
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

25 de novembro

Não ando muito bem e me refiro a saúde. Como disse em um post anterior, há dias que não consigo comer. E realmente não consigo, não é nada de modismo ou para emagrecer. Sinto fome, às vezes, não sempre, mas o que não sinto é vontade de comer. Não posso nem sentir cheiro de comida que me dá nojo. Hoje tentei almoçar, mas o pouco que “enfiei” garganta abaixo não durou mais do que uma hora: vomitei espontâneamente. Nada fica no meu estômago e estou me sentindo fraca, com dores no corpo, excessiva dor de cabeça e tonturas. Acho que amanhã vou procurar um médico ou serei levada à força por minha mãe. Não tenho idéia do que possa ser, no princípio até pensei que fosse alguma coisa estragada que comi, mas estou entrando na terceira semana e realmente não estou com mais forças e ânimo para continuar comendo fruta ou sopa.

Quanto ao menino do livro está tudo bem. Estou muito feliz por essa nova chance de amor ou de paixão, ou não importa. Importa é que ele tem concentrado 80% dos meus pensamentos, 100% do meu corpo e deixado meu coração leve e esperançoso.
Não nos vimos desde sexta-feira passada, quando fomos a chopperia com minha turma da faculde. Devido as chuvas em Santa Catarina, ele teve que ir no sábado para Blumenau e ainda não voltou (hunpf...:/). Ele é jornalista e tem muito trabalho para esses dias.
Sinto falta dele agora, já que minha cabeça está explodindo e vou dormir sozinha nesse meu “camão”. Paciência, daqui uns dias ele vai ser meu todas as noites e dias, e anos... e por quanto durar nosso encantamento. (Tô com saudades, tá? E já vou te ligar...)

Então é só isso, não estou bem para ficar na frente do computador, vou ler um pouco, aliás reler “A casa dos budas ditosos” de João Ubaldo Ribeiro. Não leu ainda? Eu indico!

Beijos e até.

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"O tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias, como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo, mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer. Eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar, que eu amava quando imaginava que amava. Era a tua voz que dizia as palavras da vida. Era o teu rosto. Era a tua pele. Antes de te conhecer, existias nas árvores e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde. Muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade."

José Luis Peixoto

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Um dos meus mestres favoritos...


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

24 de novembro

O dia foi bom, fiz bastante coisas, mas a noite acabou comigo. Não tô nem com vontade de escrever. Como dizem, e já que estou me sentindo um lixo, boa noite.
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"Um dia tu vais compreender que não existe nenhuma pessoa totalmente má, nenhuma pessoa completamente boa. Tu vais ver que todos nós somos apenas humanos. E sofrerás muito quando resolveres dizer só aquilo que pensas e fazer só aquilo que gostas. Aí sim, todos te virarão as costas e te acharão mau por não quereres entrar na ciranda deles, compreendes? "
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Caio Fernando Abreu

domingo, 23 de novembro de 2008

23 de novembro


A situação em Santa Catarina está realmente alarmante. Em minha cidade, graças a Deus, os prejuízos foram poucos. Mas como é litoral, as cidades são muito vizinhas umas das outras, e Itajaí, Blumenau, Gaspar, Luis Alves estão em estados de calamidade. Até agora já foram registrados 16 mortos enquanto a chuva não para de cair. A tarde fomos ajudar dois funcionários de meu pai que moram em um bairro mais carente, conseguimos retirar algumas coisas, mas as casas infelizmente já estão cheias de água. Depois meu pai foi para Itajaí, mas chegou tarde demais, um dos funcionários dele perdeu tudo, literalmente, a água cobriu a casa, junto com todo o bairro Pró-morar. Sim, o bairro deixou de existir, virou uma enorme lagoa aonde só se vê alguns poucos telhados de casa. Agora esses que perderam tudo e meu pai, estão lá ajudando outras pessoas, já que nem os bombeiros e a defesa pública estão dando conta das ocorrências. Meu pai cedeu um dos galpões da empresa (meu pai trabalha com cargas frigoríficas/carga e descarga de containeres) e estão levando algumas coisas para lá, inclusive pessoas conhecidas que estão desabrigadas. Acabei de chegar, moramos a 30 km da onde a empresa se localiza. Levei mantimentos para que pudessem comer alguma coisa hoje. Era o que tínhamos em casa, já que mercados estão fechados. Muito triste, há pessoas que levarão muitos anos para reconstituir o que perderam de uma hora para a outra. A única coisa que podemos fazer é apenas ser solidários e orar. Orar para que Deus tenha um pouco de piedade, já que quem mais sofre com isso são pessoas já carentes, e as que poderiam ajudar, nem sempre estão dispostas.















sábado, 22 de novembro de 2008

22 de novembro

Sábado chuvoso e frio. Como devem ter visto nos jornais e na televisão, Santa Catarina decretou estado de emergência devido a chuva que tem castigado severamente 48 cidades do estado. Minha cidade é litorânea e graças a Deus (apesar de não parar de cair água) ainda não tivemos grandes problemas, a não ser alagamentos em alguma ruas que não possuíam um bom sistema de esgoto. Apesar de eu gostar muito de chuva, confesso que essa demasia têm me cansado e privado de muitas coisas que tenho que fazer.
De manhã foi a minha última aulinha na oficina de poesias e dá uma dorzinha no peito em saber que não nos veremos novamente. A tarde fui obrigada a dormir, passei a outra noite em claro bebendo e conversando com os colegas da facul. Dia 29 (sábado), será nossa grande última festa... e vou me preparar a semana toda.
Estou com duas crônicas sem fim e duas poesias sem começo para concluir. E infelizmente não consigo fazer as palavras se adequarem ao texto, mas tudo bem, quando for para ser, será.

Com essa chuva minha única opção é ficar em casa. Já que o menino do livro tá trabalhando em Blumenau e nem pode me namorar um pouquinho nesse tempinho geladinho. Unpff... fazer o quê. Vou ler e dormir.

E em homenagem ao forró que dancei ontem:

21 de novembro

Sexta-feira muito corrida. Tempo agendado: manicure, depilação, traduções e chopp com o pessoal da faculdade. Pensei em voltar para casa antes das 21:00h, cheguei hoje às 05:00h da manhã.
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Preciso dormir um pouco. Já é sábado e ainda não consegui deitar.
Dois beijos.
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"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."
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(Caio Fernando Abreu)
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Ô você, tá difícil de entender que te amo? Que te quero muito muito muito? Que essa vontade sufocante de passar a vida com você está me consumindo? Você é um besta, um bobo. Você não deveria deixar que eu apenas passasse na sua vida. Me leva pra você, senão não irá dar tempo de eu engravidar dos nossos cinco filhos e escrever um poema na parede do nosso quarto.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

20 de novembro

Outro dia peguei o João na creche. João é meu afilhado, lindo por sinal. Vínhamos de mãos dadas até o carro, percebi que ele queria me dizer alguma coisa, mas estava ainda pensado se diria ou não. Levei-o para fazer um lanche, com direito a sorvete no final. Gosto de respirar o mesmo ar que ele, um ar de inocência, de delicadeza, que às vezes quase perco a lembrança. Ele me fita, ri lambuzado do creme, conta dos amiguinhos, do que vai ser quando crescer, mas tem medo de dizer o que realmente quer.Voltamos em silêncio para sua casa, quando estacionei o carro e comecei a me arrumar para desembarcar, ele disse:
- Dinda, sabe a Giovana?
- Sim, tua coleguinha da creche?
- É... Dinda... Eu acho que estou amando ela.
Eu ri, talvez ele tenha pensado que eu ri delicadamente, mas não: minha primeira reação foi achar engraçado. Como um menino de 5 anos pode dizer que ama alguém? Amar alguém que provocaria um relacionamento? Depois parei com esse sarcasmo e minha ignorância me deixou tímida diante do meu afilhado. Como pude desconfiar de que talvez ele realmente a amasse, e ainda com mais pureza e verdade do que todos os amores que já tive? Como pude zombar das horas que ele passava antes de ir para aula escolhendo a maçã mais vermelha e madura para dividir com ela no recreio? Como pude não entender o por que dele me pedir uma camisa nova em vez de um brinquedo? Como não reparei que agora meu afilhado tinha olhinhos ainda mais brilhantes e felizes? Como não percebi que o cheiro forte de perfume não foi acidental, mas sim por que ele ia passar a tarde com uma menina chamada Giovana?
Ele era pequeno, mas também possuía emoções, eu não poderia ser tão desumana e fazer ele desacreditar de que talvez um dia se casassem, que morassem juntos, que tivessem filhos.E se casassem? E se passassem a infância e juventude inteiras esperando um pelo outro? Se daqui 20 anos me convidassem para ser madrinha do primeiro filho? Eu não poderia, não seria capaz de cortar uma esperança, muito menos o primeiro amor do meu afilhado.
- Ama ela?
- Sim, Dinda... Mas a mamãe disse que eu sou muito novo para amar.
- É que talvez sua mãe tenha medo. O amor é sério...
- Mas então por que o amor existe se a gente não pode sentir?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

19 de novembro

De fato, estou muito cansada. Faz três noites que praticamente não durmo, e parece que essa será a quarta. Estou trabalhando muito, escrevendo excessivamente, e comendo muito pouco. Ando com repuna de comida nas últimas duas semanas, total repuna, só de pensar em comida me dá um embrulho no estômago. Passei na livraria início da noite comprar um livro (Longe é um lugar que não existe – Richard Bach) para presentear uma amiga, aproveitei e comprei o dvd Leoni (3 em 1). Na volta, passei na casa do menino do livro, cheguei agora. Meu corpo pesa muito, e estou com um pouco de dor de cabeça.
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Preciso orar. Preciso de um pouco de Deus para os dias (bons) que virão.
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"mas se, apesar de banal,
chorar for inevitável
sinta o gosto do sal, do sal, do sal
sinta o gosto do sal
gota a gota, uma a uma
duas, três, dez, cem, mil lágrimas
sinta o milagre
a cada mil lágrimas sai um milagre
a cada milagrimas"

(Alice Ruiz)
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(998)
(999)
(milagre)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

18 de novembro

Não deu de escrever ontem porque acabei não dormindo em casa, mas em troca tive uma noite maravilhosa, cheguei em casa um poucos depois das 8:15 da manhã e embora o dia esteja lindo, eu queria que demorasse mais algumas horas para amanhecer. Ele, o menino do livro, me surpreendeu e me deixou grudadinha nele a noite toda. Bom demais dormir abraçadinho, ahhh, como eu sentia falta de alguém para me abraçar de noite, cruzar as pernas comigo, roncar na minha nuca, receber o primeiro elogio ainda na cama, fazer amor antes do café da manhã. Não esperava que fosse já, nem que o sentimento fosse tão recíproco. Mas agora, seu moço, já que você vai vir aqui ler o que escrevo e já escrevi sobre você, espero que vá com calma com esse meu coração e entenda o que te expliquei ontem a noite, antes de dormir e depois dos beijinhos no pescoço. Obrigada por ontem e obrigada pelo beijo com gostinho de abacaxi hoje de manhã.

A vida borbulhando. Vamos ver para onde esse vento está me levando?
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"Ele gostava quando ela dizia sabe, nunca tive um papo com outro cara assim que nem tenho com você. Ela gostava quando ele dizia gozado, você parece uma pessoa que eu conheço há muito tempo. E de quando ele falava calma, você tá tensa, vem cá, e a abraçava e a fazia deitar a cabeça no ombro dele para olhar longe, no horizonte do mar, até que tudo passasse, e tudo passava assim desse jeito. Ele gostava tanto quando ela passava as mãos nos cabelos da nuca dele, aqueles meio crespos, e dizia bobo, você não passa de um menino bobo".
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(Caio Fernando Abreu)

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

17 de novembro

Escrevo mais depois... Agora vou me arrumar, vou encontrar o menino do livro e beijar um cadinho. (Feliz??? Quase nada...rs)

domingo, 16 de novembro de 2008

16 de novembro

Várias pessoas já me perguntaram por que divido a maioria de meus textos e poemas em meu sites, ao invés de resguardá-los para os livros. Simples, nem todas as pessoas tem tempo para ir nas livrarias ou param para ler um livro, e vocês sabem que estou sendo sincera, e acho que não tenho direito de privá-las: se gostam de me ler, leiam. Enquanto lêem um e-mail, atualizam seus blogs, fotologs, orkut. Não tenho intenção de ser nenhum best-seller (e nem tanto talento para isso), então aos meus queridos leitores o direito de me ler. Gosto de livros, estou trabalhando neles, aos que compram fico muito feliz por levar um pedaço de mim para casa. A parte mais difícil é colocar o preço (preço não, valor), isso me dói, como é dolorido cobrar aquilo que te é dado de graça. Cobro sim os trabalhos que faço, aqueles que tenho obrigação de escrever ou ir, os demais (livros), me pesam mais a consciência do que o bolso. Tanto que o dinheiro do primeiro livro reverti para minha oficina de poesia: do lucro da poesia pelo direito de conhecer poesia. E isso sim me deixou muito feliz. Sábado que vem é nossa última aula, vou levar meus pequenos ao sebo, já separamos (eu e a dona do sebo) alguns livros de literatura infantil e poesia para que cada um deles escolha um livro como presente de Natal. Darei a eles também um exemplar de meu primeiro livro infantil, que a Prefeitura apoiou e imprimiu algumas cópias. O livro foi ilustrado pela minha amiga-irmã Melissa, e conta a história de um gatinho laranja sol-poente que queria ser um leão. O livro não está a venda, ficará engavetado para um dia, quem sabe, ser novamente utilizado. Acho que meus aluninhos são merecedores desse meu pequeno gesto, são muito carinhosos e se dedicaram muito aos nossos encontros. Hoje li o que produzimos ontem pela manhã, pedi que deixassem um recado, após a produção, sobre o que mais gostaram em nossas oficinas. A maioria dos recados vieram para mim, e me emocionei. Nunca tive a medida de como você pode tocar a outra pessoa por ser quem você é. O recadinho que mais me tocou:


“Gostei mais quando a gente podia ler os poemas da gente, porque a gente pensa que é como um escritor que está nos livros. E gostei da professora por que ela lia para gente, e toda vez que ela lia eu tinha vontade de escutar.”

(Isabel, 12 anos.)

O que pode ser mais recompensador? E daí devo concordar: há coisas que o dinheiro não compra.

sábado, 15 de novembro de 2008

15 de novembro

(foto: Cáh Morandi, em 15/11/2008)

Posso não escrever hoje? Posso só dizer que estou tão esperançosa e risonha? Posso usar a expressão “mais feliz do que pinto no lixo”? Você já teve uma fé enorme quanto aos seus sonhos? Você não devia deixar de acreditar! Vamos ganhar o mundo juntos?
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O Renato apelidou essa foto com a música do Caetano, adorei:
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"Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

14 de novembro



Desabilitei todas as configurações do orkut, agora ninguém mais vê o que eu mudo e nem eu vejo o que as pessoas fazem, desabilitei também aquele visualizador de visitas, as pessoas que têm interesse que deixem recado, e eu também só respondo recados e não visito ninguém, raras exceções e somente quando necessário. Pelo menos assim, quem sabe, eu não exclua o orkut por enquanto.
De manhã fui fazer algumas coisas na rua, coisas burocráticas, do tipo cartório e contabilidade, afinal tenho outros “negócios” que tenho que resolver até final do ano. Aliás, minha vida daqui para frente será um verdadeiro caos. Tenho que apresentar meu TCC dia 04/12, dia 06/12 e 07/12 tenho o vestibular na PUC RS em Porto Alegre, e dia 13/12 tenho o casamento de Constanza e Marc, em New York, aonde sou madrinha de casamento com meu ex-namorado. Depois dia 17/12 no máximo tenho que estar no interior do Rio Grande do Sul (esses papéis que comecei a resolver hoje) para assinar algumas documentações, daí vou passar o Natal por lá, e volto para Santa Catarina passar a virada do ano aqui. Uffa... eu vou ter muita coisa para fazer no próximo mês, mas estou calma e sei que tudo dará certo, afinal o primeiro passo para o sucesso é o pensamento positivo.
Torçam por mim, esses dias são muito decisivos para minha vida daqui para frente. Espero que dê certo o que tenho planejado, falta um “tiquim” para eu chegue naquele ponto de felicidade, só falta algumas pendências profissionais e um namoradinho bem carinhoso.
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"Mas a luta continua. Fui obrigado a trazer para dentro de casa uma fragilíssima árvore japonesa da felicidade, no momento reduzida a uma minúscula folhinha verde. Cuido, olho, coloco no Sol, rezo. Há situações em que o máximo que se pode fazer é rezar. E esperar, claro, entre suspiros."
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(S.O.S. para um jardim no inverno - Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

13 de novembro




Agora está chegando a hora. Eu sei, tu sabes. Quatro anos bem esperados, bem guardados e lentos, mas chegando ao fim para que então sobrasse nós. Para cumprir agora o desejo que teve que ser esperado, adiado, ser esquecido por cargos, posições que antes o impediam. E também tínhamos medo de nos entregar no meio de tudo isso: tu tinhas a posição de dar o exemplo, eu tinha a posição de te respeitar. Parece meio história de cinema: um professor e uma aluna. Mas não é. E também não há nada de malicioso, apesar de não existir nenhuma esperança de amor. E espero que estejamos certos: que seja somente a entrega, o desejo contido por dias e noites. O desejo que se escondia por trás de olhares discretos, de toques sutilmente provocados, de palavras trocadas com segundas intenções. Sabe, é até confuso querer entender tudo isso, saber que todos esses anos levados a fogo, serão consumidos em alguns minutos, algumas horas, alguns rápidos beijos, entre mãos e sussurros, entre suores e corpos quentes. E só. Tu já nem disfarças, cheguei a voltar dirigindo para casa sorrindo só de lembrar de hoje. Querer puxar um assunto qualquer, me encontrar “sem querer” três vezes... arranjar motivo para me chamar no msn mais tarde. O engraçado é que mesmo nesse momento que temos a sós, nos mantemos discretos, não tocamos no assunto. E como sabemos dessa fome um do outro? Como sabemos que temos esse desejo recíproco guardado? Também não tenho resposta. Mas quero. Mas queres. Então cumpramos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

12 de novembro



Nossa Senhora da Bicicletinha, dá-me equilíbrio! Minha vida está como um furacão, ventos me levando para tudo quanto é lado, me colocando em uma situação difícil de decisão. Já havia decidido em não ir a Porto Alegre, apesar de querer muito, mas por motivos de insegurança desisti. Hoje, minha querida amiga Cássia, me refez o convite em ir para lá e me convidou para ser professora de Literatura em um projeto que ela coordena. Confesso que fiquei muito feliz, agora vamos dar tempo ao tempo e ver no final o que vai dar tudo isso.
Terminei o TCC, agora estou mais tranqüila, apesar de não ter conseguido produzir nada nos últimos dias. Hoje tentei alguns poemas, mas não gostei de nenhum. Acho que minha cabeça anda muito “técnica” nesses dias e nada de literário me ocorre com demasiada intensidade. Logo passa... tudo passa... Ando com o coração tranqüilo, e a não ser “o menino do livro”, nada mais faz ele se descompassar...
Ah, lembrei de uma coisa que quero falar: fico muito feliz com os e-mails e recados no orkut que tenho recebido dos meus leitores. É tão gratificante esse carinho que dedicam ao meu trabalho e a minha pessoa, só devo pedir desculpa pela demora em responder. Mas estou trabalhando para colocar novos escritos no ar. Ah, e aos leitores de Carolina (Salcides), estamos arquitetando uma poesia juntas, em breve poderão conferir.
Hoje está chovendo aqui, e um pouquinho frio. Recebi pela manhã uma correspondência da Biblioteca Nacional com alguns registros que fiz e também uma cartinha de minha querida Marisa. Já tenho que me arrumar para ir na faculdade, hoje temos gincana, por isso resolvi escrever mais cedo aqui.

Dois beijos para vocês!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

11 de novembro

Você conhece uma velha menina que fica irritada com a modernidade? Prazer, sou eu. Algumas coisas me irritam outras me chateiam. O orkut, principalmente, e acho que não irá mais alguns dias para que eu exclua meu perfil. Primeiro porque aquele monte de informações parece uma revista de fofoca da vida dos seus amigos adicionados: a foto que atualiza, o álbum, se adiciona algum vídeo, se comenta na sua foto, se comenta na foto de um amigo dele que não tem nenhum tipo de ligação com você, que avisa se o amigo mudou uma vírgula no perfil. Poxa, que saco!!!!!!! A vida fica muito exposta desse jeito. E hoje tive que excluir todas as fotos de lá também, pois deram de clonar meu perfil. Pode? Tem gente querendo se passar por Cáh Morandi... até isso!! Definitivamente isso têm me dado um certo ar de revolta e ainda não tirei do ar por consideração aos meus leitores que podem interagir comigo por lá, mas caso eu suma de repente, foi porque só agüentei até onde pude.

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"Como chegar para alguém e dizer de repente eu te amo para depois explicar que esse amor independia de qualquer solicitação, que lhe bastava amar, como uma coisa que só por ser sentida e formulada se completa e se cumpre? Pois se ninguém aceitaria ser objeto de amor sem exigências..."

["Amor" - Inventário do Ir-remediável]

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

10 de novembro


Faz dias que tenho tentado escrever um poema para você e não tenho conseguido, na verdade não tenho me satisfeito com os resultados. Eu não consigo descrever o que você faz comigo, o que é estar com você, as coisas que você me faz querer pensar e ser. Você me rouba todas as palavras, me deixa com a folha em branco ou tudo sem muito nexo. Eu queria te dar uma poesia, bem vermelha, em letras bem grandes, para que todas as pessoas lessem essa coisa bonita e doce que me torno na tua presença, que por tua milagrosa existência a minha se tornou também milagrosa, pois encontrou sentido, abrigo e uma esperança que não havia. Todos os segundos que temos nos falado, nos entregado inocentemente, são os presentes mais maravilhosos que puderam acontecer. Só me basta tua companhia. Não precisa vir o beijo, os apertos, o sexo. Não precisa nada disso. Só precisa você, ainda que fosse munido do mais profundo silêncio. Pois até estar em silêncio ao teu lado me faz feliz. Tentar ficar sugando o ar que você solta enquanto me olhas esperando uma reação mais espontânea. Amo o espaço que você me dá, aonde posso ser eu mesma, sem qualquer outra coisa que atraia. Sem corpos, sem papos-cabeça. Temos nos conhecido somente pela coisa mais pequena que somos, e isso têm nos feito grandes.


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Haverá??

domingo, 9 de novembro de 2008

09 de novembro

Para um menino com um livro


Quero começar te pedindo desculpas, está bem? Sim, porque daqui uns dias vou começar a mexer em tua vida, colocá-la para fora pedacinho por pedacinho e me pôr lá, bem dentro dela, bem agarrada, cravada com as unhas, enlaçada a todos os seus poros. Para não parecer metida, arrogante ou coisa do tipo, estou te avisando. Sei que você nem desconfia de mim, nem sabe que já estou praticamente na porta de tua vida com todas as malas, que se você pensar em não abrir eu vou arrombar, vou atirar pedras na janela, mas eu vou entrar. Estou segurando a vontade de aparecer aí agora, de camisola, descabelada, para sentir o gosto do beijo da tua boca, que ainda não provei, que quero tanto (ainda vou passar o domingo todo te beijando). Que vontade que tenho de não esperar mais tempo algum, para te levar direto para cama, para estar te olhando de cima, para sentir o quanto pesa teu corpo de encontro ao meu. Fico imaginando fazer amor com você, como adolescentes que esperam pela primeira vez. E talvez seja mesmo a minha primeira vez, não lembro de ter feito amor. Talvez eu tenha chegado muito perto, mas não fiz amor. E pensar que me guardei para você. E pensar que você nem sabe que vou chegar. Me desculpa, talvez você tivesse outros planos, tivesse pensando em outra pessoa, mas eu quero muito você, eu desejo muito você, e acho que amo muito você, e estou chegando.
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"Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome."
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(Caio Fernando Abreu)

sábado, 8 de novembro de 2008

08 de novembro

Sem vontade de escrever hoje. Deixar falar por mim aquele que mais sabe... vale a pena assistir:



Bom final de semana, cuidem-se!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

07 de novembro

Acordei ruim. Com muita dor de cabeça e no corpo, provavelmente gripe. Perto do meio dia foi passando. O dia esteve lindo hoje, e o mar mais ainda. Na minha caminhada logo após o meio dia, não resisti, tirei a regata e o tênis e caí na água de bustiê e shortinho de lycra. Ah, que delícia de mar, fiquei uma meia hora curtindo aquela paz profunda. Estudei um pouco durante a tarde, e depois às 16:00, eu e a Ale fomos correr no calçadão, estava um vento fortíssimo, tornou um pouco mais cansativo, mas como sempre recompensador.
Estou muito cansada, ontem fui dormir quase três e meia da manhã, fazendo alguns gráficos do trabalho, e essa gripe me deixa ainda mais down. Tenho que acordar às cinco da manhã, e viajar para o interior de Curitiba para uma feira de livros que está ocorrendo, e como vou dirigir preciso estar descansada, ainda que são apenas uns 220km. Pretendo estar de volta até às treze horas, não sei se vou a praia, ou se vou comprar algumas roupas novas: shorts e vestidos, porque o verão pelo jeito já chegou por aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

06 de novembro

Estou terminando meu TCC (Trabalho de conclusão de curso) da faculdade de Administração de Empresas. Enfim, vou passar o restante da noite concluindo os gráficos e depois só dar encerramento ao trabalho. Vida dura esse estudo técnico, o título do meu trabalho é “Identificação das causas do índice de inadimplência dos cursos superiores da Sinergia Sistema de Ensino”, sim, básico desse jeito. O bom é que o trabalho vai poder ser usado depois para melhoramento na área de administração de contas a receber da empresa.
Putz, como estou chata hoje. Mas já que é um diário, infelizmente foram só essas coisinhas que me passaram pela cabeça hoje.
Bom, e enquanto fazia meus exercícios físicos surgiram duas idéias: uma para poesia e uma para crônica. Acho que meus leitores vão gostar, eu adorei.

Essa é a epígrafe que vai no meu trabalho:

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amor
a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado
pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos como sinais para que
não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para
você, se pudesse o respeito aquilo que é indispensavel: além do pão o trabalho e
a ação. E quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um
segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída.”



Mahatma Ghandi


Boa noite para vocês, amanhã tento escrever algo menos chato.
Dois beijos,
Cáh

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

05 de novembro

Odeio buzinas e gente indiscreta. Há tempos esse assunto está me incomodando, mas jamais pensei em “desabafar” sobre ele. Pois bem, aos que não são tão íntimos meus, tenho uma rotina diária desde de julho desse ano: caminhar logo após o almoço e no final da tarde correr no calçadão da praia, seguido de academia. Claro que o corpo com a prática de exercícios melhora 100%, e me fez emagrecer 12 kilos (sim, 12 kilos!!!) em quatro meses, mas não gosto que mexam comigo. Gosto de cantadas, claro, como toda mulher, mas cantadas inteligentes seguidas de uma conversa interessante. Agora, você lá, correndo no calçadão de paz com o mundo, ouvindo uma música no mp3, de repente passa aquele mal educado te buzinando pelas costas, chega a desconcentrar, me dá vontade de pular no pescoço. Ainda fosse só as buzinas, mas ainda tem aqueles que gritam aquelas cantadas “irresistíveis” do tipo: gostosa, gatinha (odeio que me chamem de gatinha), etc, etc. Me irrita profundamente. E depois vem aquelas portas de homem, que também caminham ou correm no calçadão, depois que se passa por um tarado desses é bom verificar se não lhe arrancaram nenhum pedaço. Tipinhos. Bom, sei lá, tem mulher que gosta. Eu não sou uma dessas. Pode ter certeza que jamais ficaria com um homem que me cantasse desse tipo, é fulo, é barato. Até não entendo por que me cantam, me olham, pois definitivamente (e tenho plena consciência disso), não sou uma mulher bonita. Gente que sai de casa só para mostrar músculos, bíceps, tríceps não me atrai, aliás, exibicionismo não me atrai.Mas fazer exercícios, hoje, acho importantíssimo, e inclusive fará parte da minha rotina por toda vida.

Aos bonitinhos de plantão, passem lá em casa... Pegar um livro e malhar a mente!

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E um videozinho de uma música que gosto muito:

terça-feira, 4 de novembro de 2008

04 de novembro

Quando ele fecha os olhos, qual a primeira coisa que vem em sua mente? Será a lembrança de algum momento? Será os planos do futuro? Será um gosto de uma fruta? Será que o som que os beijos fazem? Será as casas de um lugar que não existe mais? Alguma cor perto do laranja? Ou será azul? Será que ele pensa no céu? Acima do céu? Será que ele pensa na saudade que tem de alguém? Nas contas que irão vencer? Nos filhos que irá ter? No trabalho? Naquilo que deixou de fazer? No vento que toca agora em seu rosto? Na seca do Nordeste? No dólar? Na flor que está nascendo em sua varanda? Em que parte do céu a lua anda? Se o mundo vai acabar em 2012? Se Deus existe? E se Deus não existe, como o mundo foi feito? Será que ele pensa em um cometa? Será que ele conta quantos vulcões agora despertam? Será que ele pensa em não pensar? Será que ele não pensa? E se pensa, será, será que em mim ele pensa?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

03 de novembro

Eu quis mudar por você. Mesmo que você tenha ido embora, mesmo que você tenha escolhido um caminho mais longe do meu. Caminhar na praia, correr no calçadão, academia, natação, mudança de alimentação: deixar o corpo leve, dourado, curvas que eram só para você percorrer. Leio jornais, os livros, escuto discos, vou em oficinas, encontros de cultura: ter a mente saudável, sempre um bom papo, convencer você. Difícil encontrar a medida certa para te encantar, para alcançar teus desejos. Me formar em jornalismo, ter o nome em bons jornais, dar aula, escrever poemas, vender livros até me tornar best-seller e depois de vender muitos best-sellers, entrar na Academia Brasileira de Letras, e me tornar eleita tua escritora e poetisa preferida. Planos que fiz para te levar comigo, para me inspirar todos os dias de manhã cedinho, ter nossos meninos e meninas invadindo nosso quarto. As dez levar a Laura no balé, as duas o Ernesto e Mateus no futebol, as cinco passar pegar a “nossa filha com nome de flor” no berçário. Encher o carro no domingo, tomar chimarrão no parque, pedir pizza para os seis de noite, e depois que todas as crianças adormecerem a gente se amar devagarzinho ou não, até adormecer ou não, até amanhecer ou não. Por isso quero ficar bonita, bonita de doer, bonita de tanto olhar você. Não paro de querer me enfeitar, se de repente você voltar, se de repente fosse agora.

domingo, 2 de novembro de 2008

02 de novembro

Começou a chover de madrugada e assim se passou o dia até o inicio da tarde. Dormi até mais tarde, levantei, prendi os cabelos, lavei o rosto e fiquei de camisola pela casa. Li algumas poesias de Lya Luft e de Leandro de Mamam deitada no sofá, coloquei o DVD do Arnaldo Antunes e fui inventar alguma coisa para almoçar, depois organizei algumas prateleiras, escrevi um pouco. Final da tarde fui dar uma corrida na praia, a areia estava muito pesada por causa da chuva, mas o bom é que encontrei muita gente por lá. Uns caminhando, outros apreciando a paisagem. Acho as pessoas bonitas, gosto de sair de casa para ver gente.


Muitas coisas para fazer nos próximos dias, a vida ficará um pouco atribulada em novembro, mas logo passa... e esse mês, torço para que passe muito rápido.

Vontade louca de dizer o quanto preciso de você, de quanto você me faz falta, que sinto falta de sonhar um futuro ao teu lado. Embora o telefone esteja aqui do meu lado, que seu e-mail se destaca na listagem, eu não vou dizer, não vou arriscar um não vindo de você. Tentar encontrar alguma coisa para não correr o risco de te falar tudo o que sinto. Que quero tanto você, que amo tanto você. Amor com outra pessoa não tem graça, nem sentido.
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Volta logo?
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"Não me queixo, eu não soube te amar, mas não deixo de querer conquistar uma coisa qualquer em você..."
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(Eclipse oculto - Caetano Veloso)

sábado, 1 de novembro de 2008

01 de novembro

Noooooooooossaaaaaaaaaaaaaaa!!!! Hoje o dia foi muito bom, pensava que não iria fazer nada, mas ao contrário, foi completamente cheio e inesperado.

(1) A manhã

Acordei às sete horas, botei o biquíni, arrumei a prancha no carro e fui surfar no Canto da Praia. Fazia muito tempo que não surfava, pensei que nem daria conta de nadar ou de colocar a roupa de borracha. Levei muito caldo, só quando o cansaço já estava batendo foi que comecei a ficar mais intima novamente com o mar. Reencontrei dois amigos da antiga, e combinamos de surfar na Joaquina no sábado que vem. Se bem que falta muito ainda para retomar minha identidade “surfista”. Nossa, mas como é bom! Nem sei como consegui ficar longe do mar por quase dois anos, e sem qualquer motivo aparente. Não quero mais parar, é uma coisa que gosto de fazer...


(2) A tarde

O Fernando me ligou eram onze horas da manhã:
- Feijoada com forró. Vamos?
Putz. Feijoada com forró? Não é muito meu estilo, mas arrisquei e fui. A festa era em um sítio retirado, em Balneário Camboriu. Encontrei meus amigos e começou a festa. Comi pouco, feijoada é muito pesada e meu estômago anda muito leve. De repente, me tiram para dançar, e como adoro uma folia e me divertir, fui para o meio do salão; dancei muito, quer dizer, inventei alguma coisa parecida com forró. Depois o pessoal animou e não paramos de dançar. Pensei que iam acabar os saltos das minhas sandálias e que meu vestido ia virar um pano ensopado. Mas foi tão divertido!! Minha Nossa Senhora dos Pintos no Lixo, há tempos eu não ria tanto e me divertia. Cheguei em casa quase oito da noite, fiquei uma meia hora no chuveiro, pensei que não ia ter forças para me levantar, me sequei um pouco e tombei na cama.

(3) A noite

Juro que pensei só acordar no próximo dia, mas a Carol me ligou e bêbada. “ô Cáh, vem aqui, vem aqui”, e escutando aquela voz de porre total fiquei preocupada, me vesti e fui ver o estado dela. Já me recebeu se escorando nas paredes, tinha passado pegar um lanche e fiz ela comer. Rimos mais um monte dela me contando da festa que tinha ido e tomado todas. Voltei para casa agora e decidi escrever até que o sono e cansaço batessem novamente.


(4) As percepções




Falei que encontrei dois antigos amigos do surf hoje de manhã. É incrível como as pessoas mudam! Faces, cabelos, emagrecem, engordam, tatuagens novas, têm filhos, se casam, se mudam, começam ou terminam faculdade, mudam de emprego, abrem uma empresa, começam ou param de fumar, casam, separam. A conversa fluía, mas ficávamos nos olhando discretamente tentando nos reconhecer, capturar a nova face, as novas informações. Amigos antigos são os espelhos mais sinceros que comprovam nossas mudanças. Me ver hoje me fez mais feliz: mais realizada, mais centrada, mais independente, ex-fumante, solteira e segura.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

31 de outubro

Ele acabou de me dizer que sonha comigo. Que lindo. Estou tão feliz que hoje não quero me estender muito, quero deitar logo e ficar todos os minutinhos antes de dormir imaginando... Não é a coisa mais bonita alguém dizer que sonha com você? Acho que vou escrever sobre isso, outra hora, hoje não... Hoje estou mais vivendo do que escrevendo.


Criei um novo blog aonde vou começar a colocar minhas crônicas de ensaio, assim cada tipo de texto tem seu espaço.

Conheçam e sejam bem-vindos: Um olhar para sentir
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E retomei meu fotolog também, vamos ver quanto tempo o mantenho.
Beijinhos e beijões
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E lá vem Caio (Fernando Abreu), se encaixar com as coisas minhas:
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"Sonhei que você sonhava comigo. Depois, fiquei aflito. E quase certo de que isso não tinha acontecido. O que aconteceu, sim, é que foi você quem sonhou que eu sonhava com você. Mas não posso garantir nada. Sei que estou parado aqui, agora, pensando todas essas coisas.Como se estivesse — eu, não você — acordando um pouco assustado do bonito que foi ter tido aquele sonho em que você sonhava comigo. Tão breve. Mas tudo é muito longo, eu sei. Estou ficando cansativo? Cansado, também. Está bem, eu paro. Apanhe outra vez aquele pedaço de feltro: desembace, desembaço. Choveu demais, esfriou. Mas deve haver algum jeito exato de contar essa história que começa e não sei se termina ou continua assim: Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto."

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

30 de outubro

Talvez nunca mais se cruzem. Talvez ela mude de emprego, alugue um apartamento novo de frente para um pracinha com uma única árvore, comece a acordar às cinco da manhã, passe o café enquanto procura um par de meias, venda o carro, comece a pegar duas lotações para chegar no novo emprego, ache até bonito o uniforme, quem sabe canse no fim do dia, chegue atrasada no ponto de ônibus, não tenha o dinheiro para o táxi. Ele deve ter escolhido ficar em São Paulo, ou no Rio de Janeiro ou em Brasília, não importa aonde ele tenha ficado, talvez ele queira ganhar muito dinheiro, comprar um flat de frente para o mar, viajar para Dubai no próximo feriado, comprar um carro novo, pedir para alguém fazer seu café, ter uma sala só para ele no andar mais alto do prédio, sapatos de couro, meias bem alinhadas, talvez ele preferisse ternos mais claros, um cartão com limite mais alto. Eles não souberam quando começaram ou terminaram, se por algum momento a mágica do “nós” chegou a acontecer, se podia ser amor ter vontade de dividir uma pizza. Talvez ela quisesse somente uma companhia, alguém para chamar de “amor”, um par de meias novas no Natal e passear na pracinha que tem apenas uma árvore. Ele quis um apartamento maior, a estabilidade que pode ser superficialmente alcançada, um salário mais proveitoso. Nunca disseram adeus, nem até mais, nem qualquer outra coisa que desse possibilidade de um fim ou de um próximo encontro; terminavam as conversas com beijos, quando mais frios com abraços. Talvez ele a ame. Talvez ela quisesse saber disso. Por causa da mudez das emoções que sentiam, eles não sabiam que destino davam a si. O bonito deles é a coisa mais simples em suas histórias: de alguma forma silenciosa e cheia de esperança, eles esperavam um pelo outro, embora nenhum pedido tenha sido feito.
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"Separar-se é ter a residência invadida.
Conferir peças na sala, armário,
carteira, com pouca noção exata
do que foi embora.
Olhar desconfiado
aos objetos que viram
e nada dizem.
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Separar-se, uma porta
arrombada por dentro."

Fabrício Carpinejar - In: "Cinco Marias"