Agora está chegando a hora. Eu sei, tu sabes. Quatro anos bem esperados, bem guardados e lentos, mas chegando ao fim para que então sobrasse nós. Para cumprir agora o desejo que teve que ser esperado, adiado, ser esquecido por cargos, posições que antes o impediam. E também tínhamos medo de nos entregar no meio de tudo isso: tu tinhas a posição de dar o exemplo, eu tinha a posição de te respeitar. Parece meio história de cinema: um professor e uma aluna. Mas não é. E também não há nada de malicioso, apesar de não existir nenhuma esperança de amor. E espero que estejamos certos: que seja somente a entrega, o desejo contido por dias e noites. O desejo que se escondia por trás de olhares discretos, de toques sutilmente provocados, de palavras trocadas com segundas intenções. Sabe, é até confuso querer entender tudo isso, saber que todos esses anos levados a fogo, serão consumidos em alguns minutos, algumas horas, alguns rápidos beijos, entre mãos e sussurros, entre suores e corpos quentes. E só. Tu já nem disfarças, cheguei a voltar dirigindo para casa sorrindo só de lembrar de hoje. Querer puxar um assunto qualquer, me encontrar “sem querer” três vezes... arranjar motivo para me chamar no msn mais tarde. O engraçado é que mesmo nesse momento que temos a sós, nos mantemos discretos, não tocamos no assunto. E como sabemos dessa fome um do outro? Como sabemos que temos esse desejo recíproco guardado? Também não tenho resposta. Mas quero. Mas queres. Então cumpramos.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
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