terça-feira, 18 de novembro de 2008

18 de novembro

Não deu de escrever ontem porque acabei não dormindo em casa, mas em troca tive uma noite maravilhosa, cheguei em casa um poucos depois das 8:15 da manhã e embora o dia esteja lindo, eu queria que demorasse mais algumas horas para amanhecer. Ele, o menino do livro, me surpreendeu e me deixou grudadinha nele a noite toda. Bom demais dormir abraçadinho, ahhh, como eu sentia falta de alguém para me abraçar de noite, cruzar as pernas comigo, roncar na minha nuca, receber o primeiro elogio ainda na cama, fazer amor antes do café da manhã. Não esperava que fosse já, nem que o sentimento fosse tão recíproco. Mas agora, seu moço, já que você vai vir aqui ler o que escrevo e já escrevi sobre você, espero que vá com calma com esse meu coração e entenda o que te expliquei ontem a noite, antes de dormir e depois dos beijinhos no pescoço. Obrigada por ontem e obrigada pelo beijo com gostinho de abacaxi hoje de manhã.

A vida borbulhando. Vamos ver para onde esse vento está me levando?
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"Ele gostava quando ela dizia sabe, nunca tive um papo com outro cara assim que nem tenho com você. Ela gostava quando ele dizia gozado, você parece uma pessoa que eu conheço há muito tempo. E de quando ele falava calma, você tá tensa, vem cá, e a abraçava e a fazia deitar a cabeça no ombro dele para olhar longe, no horizonte do mar, até que tudo passasse, e tudo passava assim desse jeito. Ele gostava tanto quando ela passava as mãos nos cabelos da nuca dele, aqueles meio crespos, e dizia bobo, você não passa de um menino bobo".
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(Caio Fernando Abreu)

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