A vida era mesmo essa falta que tínhamos um do outro, essa ausência que disfarçávamos em raros recados amorosos, mas não compreendíamos ou na verdade não sabíamos lidar com a espera. Aconteceu que começamos a encher essas faltas com outros abraços, com outros beijos, outros nomes foram surgindo até que toda falta foi preenchida. E depois até a presença que tínhamos foi diminuindo, pois essas “novas outras pessoas” foram começando a tomar conta de tudo. Até o dia que parei de te enviar cartas, e-mails, esquecendo de te retornar ligações. Acho que o que eu queria mesmo era não insistir, porque eu não sabia onde você estava ou para onde tinha começado a ir e me esquecer, e de repente a tua presença foi parecendo desnecessária e tua ausência pouco sentida, pouco notada.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
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