sábado, 30 de agosto de 2008

30 de agosto

A minha vontade era te ligar, te escrever um poema de todo tamanho, encher tua caixa postal, te mandar um postal ou uma fotografia ou um livro sobre você, fazer uma serenata, te avisar para me pegar no aeroporto. Eu queria arranjar um jeito de chegar mais perto, de estar mais junto, te grudar um beijo tão tão tão grande e bom que durasse o tempo da ligação, cada letra do poema, cada mensagem deixada, toda a demora de chegar os postais, o som de todas as músicas, mas nunca mais sair de perto de você. Mas tu sabes, eu não vou fazê-lo, tu sabes que não quero te pesar em nada. Tu sabes que vou permanecer quieta, guardando todas as coisas que eu queria te dar, ou te contar durante um café da manhã. Precisava urgente escrever para acalmar toda essas vontades que me dão a toda hora, para não cometê-las, para mantê-las. Melhor que elas me consumam e me matem devagarzinho do que eu chegar com esse mundo todo e te assustar.

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