quinta-feira, 28 de agosto de 2008

28 de agosto

Tenho recebido algumas boas surpresas nesses últimos dias. Acho que em resposta a tudo que tenho feito e a tudo que tenho pedido a Deus. E esse medinho sacana de ficar sozinha está desaparecendo assim, tão de repente e tão doce que parece que nunca o senti. Nessa fase em que estou em nível de decisão do que fazer da minha vida, tudo tenho medido ponderadamente, algumas decisões tomei ontem a noite enquanto tentava dormir e chorava. Inevitável a dor. Inevitável deixar alguém ou algumas coisas para trás. Inevitável nos topar com outro alguém ou outras coisas logo ali na frente.
O que é certo, é que nada é tão definitivo, claro que tudo o que decidirmos nos levam a um caminho. Como dizia Bach: “Sou o resultado de todas as decisões que tomei até agora.”. Por isso, preciso pensar... pensar... pensar... daqui uns anos espero me lembrar desses momentos “ferrados” de hoje, e rir muito e me encontrar como uma mulher satisfeita por ter feito boas decisões.
O que dói entre escolher “isso ou aquilo” são todos os planos que cometemos, todos os sonhos sonhados sozinho e juntos. E será que um dia não muito distante (assim espero), vou poder começar a sonhar tudo isso de novo: meus filhos, meu apartamento com vista para o mar ou para Lagoa, ou de frente para um parque tão verde que arde os olhos em Porto Alegre? Será que vou poder pintar uma poesia na parede do meu quarto, será que vou ter alguém para me ler poesias no fim da tarde de domingo? Alguém para fazer amor quando a chuva começar a fazer desenhos na janela? Alguém para caminhar junto comigo? Para ser o super pai herói dos meus cinco filhos? Alguém que vai me abraçar e puxar tão junto, que nem o ar vai poder conseguir nos distanciar?
O que vejo é isso, que posso tomar todas as decisões que me parecerem adequadas, mas que Carine Morandi não é nada sem alguém que a faça sentir amada e que possa partilhar com ela pequenos momentos de felicidade e de delicadeza. Um dia terei sorte, penso eu, de ter alguém para me surpreender a cada dia, e que me diga 500 vezes por dia: “eu te amo”. Sorte aos meus leitores, porque daí com certeza não irão faltar poesias, nem livros... Um dia, meus queridos... um dia!

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