
Que dia agradável. O friozinho com sol de Curitiba me encanta, amo essa cidade, amo o ar daqui, gosto desse céu com nuvens dégradés, gosto desse inverno, do barulho noturno do Alphaville, e das luzes das casas e de suas arquiteturas. Porque sempre há algo que nos falta? Porque nunca conseguimos ser inteiros? Porque não podemos ser felizes por pouco mais de alguns segundos? Quando todas as coisas poderiam se completar. Porque? Porque sempre me apaixono por pessoas estão mais interessadas em ganhar dinheiro do que caminhar comigo no Barigui no sábado a tarde? Porque sempre me entrego ao oposto? A resposta dessas escolhas é estar aqui sozinha, enquanto só o que me toca e envolve é o frio. Nunca pedi dinheiro. Nunca pedi presentes caros. Nunca pedi carro, apartamento e uma vida estável. Mas não sei porque ninguém entendeu, que eu só queria um pouco de amor gratuito, de mãos, de beijos e poesias. Um pouco de companhia, um monte de risadas, brigadeiro e pipoca de panela. Nada mais do que as coisas que necessitam um pouco mais de alma e de simplicidade. Nada tão complexo, tão bancário, tão comprável. O que nos sobra de uma vida tão material são os juros de uma velhice sem muitas boas lembranças. Sem muitos parques, sem muito verde, sem muitas Curitibas ou Mariscais. Ah, como eu amo ter as coisas que não tem preço.

Um comentário:
Ai, Cáh...esse foi de lascar...meu, falou e disse td. A melhor frase foi: "O q nos sobre de uma vida tão material são os juros de uma velhice sem muitas boas lembranças"
Anotei e vai comigo onde eu for.
Beijoesssssssssssssss
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