Eram quatro da tarde quando entrei no carro para ir na casa do seu Arlindo. Seu Arlindo é um senhor de 80 e poucos anos, meu leitor, muito querido e gaúcho, hoje combinamos de tomar um chimarrão e nos alegrarmos com nossas conversas. Uma das coisas que gostei de aprender foi ouvir. Particularmente, escutar seu Arlindo me enriquece. Ele ri, tão meigo. Saí de lá quase seis horas, aproveitei para ir cortar os cabelos, fazer a sombrancelha e depilação. As unhas ficaram para sexta, ainda aguentam mais um dia. Voltar para casa, dirigindo de cabeça erguida e faróis baixos, longa beira mar... não dava de ver a água, mas ouvir o quebrar das ondas era um presente. Um bom banho, deixar a pele úmida e de leve espalhar o oléo de amendôas, por cada dobrinha da pele, por cada declive que os ossos nos causam a pele. Deitar na cama, fechar os olhos... e a falsa sensação: está tudo bem.
......
"Fatal, cruel,
Cruel demais
Mas não faz mal
Quem ama não tem paz."
(Anoiteceu - Vinícius de Moraes)

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