Várias pessoas já me perguntaram por que divido a maioria de meus textos e poemas em meu sites, ao invés de resguardá-los para os livros. Simples, nem todas as pessoas tem tempo para ir nas livrarias ou param para ler um livro, e vocês sabem que estou sendo sincera, e acho que não tenho direito de privá-las: se gostam de me ler, leiam. Enquanto lêem um e-mail, atualizam seus blogs, fotologs, orkut. Não tenho intenção de ser nenhum best-seller (e nem tanto talento para isso), então aos meus queridos leitores o direito de me ler. Gosto de livros, estou trabalhando neles, aos que compram fico muito feliz por levar um pedaço de mim para casa. A parte mais difícil é colocar o preço (preço não, valor), isso me dói, como é dolorido cobrar aquilo que te é dado de graça. Cobro sim os trabalhos que faço, aqueles que tenho obrigação de escrever ou ir, os demais (livros), me pesam mais a consciência do que o bolso. Tanto que o dinheiro do primeiro livro reverti para minha oficina de poesia: do lucro da poesia pelo direito de conhecer poesia. E isso sim me deixou muito feliz. Sábado que vem é nossa última aula, vou levar meus pequenos ao sebo, já separamos (eu e a dona do sebo) alguns livros de literatura infantil e poesia para que cada um deles escolha um livro como presente de Natal. Darei a eles também um exemplar de meu primeiro livro infantil, que a Prefeitura apoiou e imprimiu algumas cópias. O livro foi ilustrado pela minha amiga-irmã Melissa, e conta a história de um gatinho laranja sol-poente que queria ser um leão. O livro não está a venda, ficará engavetado para um dia, quem sabe, ser novamente utilizado. Acho que meus aluninhos são merecedores desse meu pequeno gesto, são muito carinhosos e se dedicaram muito aos nossos encontros. Hoje li o que produzimos ontem pela manhã, pedi que deixassem um recado, após a produção, sobre o que mais gostaram em nossas oficinas. A maioria dos recados vieram para mim, e me emocionei. Nunca tive a medida de como você pode tocar a outra pessoa por ser quem você é. O recadinho que mais me tocou:
“Gostei mais quando a gente podia ler os poemas da gente, porque a gente pensa que é como um escritor que está nos livros. E gostei da professora por que ela lia para gente, e toda vez que ela lia eu tinha vontade de escutar.”
(Isabel, 12 anos.)
O que pode ser mais recompensador? E daí devo concordar: há coisas que o dinheiro não compra.
“Gostei mais quando a gente podia ler os poemas da gente, porque a gente pensa que é como um escritor que está nos livros. E gostei da professora por que ela lia para gente, e toda vez que ela lia eu tinha vontade de escutar.”
(Isabel, 12 anos.)
O que pode ser mais recompensador? E daí devo concordar: há coisas que o dinheiro não compra.

Um comentário:
Realmente, tudo tem seu preço. Mas nem tudo se compra!
Escolhi essas entrelinhas pra ler pq foi bem no dia do meu niver. Resolvi ver o q tava escrito, rs.
Sucesso p ti.
Bejuh Júlia Fernanda
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