terça-feira, 12 de agosto de 2008

12 de agosto

O que ele pensa quando me apronto para afundar meu corpo no seu? Quanta ansiedade contida quando ele me olha, me pega desprevenida, puxa minha cintura, entra seco dentro de mim, me aperta pelos quadris para que eu não tenha chance alguma. Depois me olha, como quem implora para ficar ali, me tirando e colocando algo, muito além do que matéria, que nos torna o amor menos ou mais intenso. Ele me aperta as coxas, eu cravo minhas unhas. E ele vai sempre mais fundo, entra em meu mundo como se fosse o dono, e como se eu tivesse uma espécie de fome, ele me deixa algo sem nome escorrer pelas entranhas. Mas ele demora para me soltar, me balança sobre o que quase já não há, passa as mãos úmidas em minhas costas, ainda me força, ainda quer amar.

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